CAMPINAS — Carlos Daniel Sampaio foi preso nesta quarta-feira (23) pela Polícia Militar após o encerramento definitivo do processo em que foi condenado pela morte de Anderson Ferreira, torcedor do Guarani. Sampaio era considerado foragido desde maio de 2025, quando a Justiça determinou o cumprimento da pena.
O trânsito em julgado ocorreu em fevereiro de 2025, depois do esgotamento das possibilidades de recurso. A condenação é por homicídio qualificado e prevê 16 anos de reclusão, conforme decisão posterior do Tribunal de Justiça.
A vítima tinha 28 anos e morreu em março de 2012, após um confronto entre torcedores organizados das duas equipes nas proximidades do estádio. O episódio aconteceu depois de uma rodada dupla de partidas das categorias de base de Ponte Preta e Guarani.
Julgamento e investigação
Anderson foi perseguido e atacado com pedras e barras de ferro. Ele chegou a receber atendimento, mas morreu em razão dos ferimentos. Na época, a Polícia Militar apreendeu paus, pedras e barras de ferro com integrantes das torcidas organizadas. Dias depois, suspeitos foram identificados e presos.
No julgamento realizado em fevereiro de 2019, os jurados reconheceram três qualificadoras: motivo fútil, associado à rivalidade entre as torcidas; uso de meio cruel, pela violência das agressões; e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Em 2019, Carlos Daniel Sampaio e outro réu receberam pena de 19 anos de prisão em regime fechado. Em 2021, o Tribunal de Justiça reduziu a pena para 16 anos de reclusão.
Outros participantes do episódio também foram julgados e condenados. Em outubro de 2018, cinco torcedores receberam penas de 19 anos de prisão pela participação na morte de Anderson Ferreira.


