O mercado global de petróleo enfrenta o risco de uma nova redução no abastecimento depois de ataques contra uma embarcação no estreito de Hormuz, outra embarcação comercial iraniana e um oleoduto da Arábia Saudita. Os preços devem voltar a subir quando as negociações forem retomadas na segunda-feira (14).
A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou neste domingo (13) que um navio foi atingido por um projétil durante a passagem por Hormuz. O impacto provocou um incêndio e levou à retirada da tripulação. O Irã informou que uma pessoa morreu e quatro tripulantes ficaram feridos em uma embarcação comercial atingida na costa do país.
Oleoduto saudita
O oleoduto danificado por drones na sexta-feira tem 1.200 km e atravessa a Península Arábica de leste a oeste. A estrutura é uma rota para o transporte de petróleo do Oriente Médio que evita o estreito de Hormuz, por onde o tráfego já foi interrompido.
A Arábia Saudita não informou a extensão dos danos nem o prazo para a retomada da operação. As estimativas sobre o reparo variam de dias a semanas, enquanto imagens de satélite registraram colunas de fumaça em pontos do oleoduto.
Petróleo armazenado no porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, seria suficiente para manter as exportações por cinco a sete dias se a estrutura continuar fechada. Depois desse período, até 4% do abastecimento global poderá ser afetado, além dos milhões de barris por dia já comprometidos pela interrupção em Hormuz.
Ataques no sul
A mídia estatal saudita divulgou imagens de danos em residências e em uma mesquita na província de Jazan, no sul do país. Os houthis, do Iêmen, afirmaram ter atacado uma base militar saudita em uma província vizinha. Na sexta-feira, o grupo também capturou a Ilha de Perim, no estreito de Bab El-Mandeb, na entrada do Mar Vermelho.
Na semana passada, o petróleo superou US$100, acima de R$ 512, pela primeira vez desde julho. Nos Estados Unidos, o diesel chegou no domingo a mais de US$ 6,20, equivalente a R$ 31,75, por galão.


