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Economia

Petróleo e decisões de juros levam Treasuries de dez anos à máxima desde 2007

Rendimento dos títulos dos EUA superou 5% em meio à alta do petróleo e à expectativa por decisões do Fed e do Banco do Japão.

Petróleo e decisões de juros levam Treasuries de dez anos à máxima desde 2007
Foto: Getty Images via AFP

A escalada do petróleo elevou a pressão sobre os mercados de renda fixa nesta terça-feira (15), quando o rendimento dos Treasuries dos Estados Unidos de 10 anos atingiu 5,0210%, depois de superar 5% durante a madrugada. Em outro momento, a taxa chegou a 5,0328%, o maior nível desde 2007.

O avanço ocorreu antes das reuniões de política monetária nos Estados Unidos e no Japão. Os preços dos títulos recuaram, movimento que ocorre quando os rendimentos sobem. Por ser uma referência para os empréstimos nos Estados Unidos e para outros ativos financeiros, a taxa dos papéis de dez anos influenciou a avaliação dos investidores.

A alta do petróleo foi associada a novos ataques dos houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, contra a Arábia Saudita na segunda-feira (14). O preço do petróleo passou de US$ 109 durante o dia. Uma reunião prevista entre o Irã e países do golfo Pérsico também foi adiada.

“Os mercados provavelmente continuarão atentos ao risco de que a alta dos preços do petróleo bruto aumente as pressões inflacionárias”, afirmou Yokoo Akihiko, analista do Mitsubishi UFJ Bank.

Pressão sobre os mercados

A elevação dos rendimentos também atingiu outros mercados de títulos. No Japão, o retorno dos papéis de dez anos superou 3% e alcançou 3,025%, máxima em 30 anos. Na Austrália, chegou a 5,41%. O rendimento dos títulos alemães de dez anos ficou próximo da máxima desde 2009, em 3,55%, enquanto os papéis franceses rondaram o maior nível em 18 anos.

A alta dos juros dos títulos aumenta os custos de financiamento dos governos e pode reduzir os recursos disponíveis para programas sociais, defesa e outras áreas. Investidores também acompanhavam uma audiência no Congresso dos Estados Unidos com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, que ampliou as recompras de dívida, sem conter as vendas.

O mercado estima em 90% a probabilidade de o FOMC decidir pelo primeiro aumento da taxa de juros do Federal Reserve desde meados de 2023. A reunião começou nesta terça-feira (15), e o resultado será divulgado no dia seguinte. Analistas do Morgan Stanley projetam alta de 0,25 ponto percentual, levando a taxa, hoje entre 3,5% e 3,75%, a um nível maior.

No Japão, a expectativa predominante é de aumento de 0,25 ponto percentual pelo Banco do Japão ao fim da reunião de dois dias, na sexta-feira (18). No câmbio, o índice do dólar subiu 0,11%, para 99,60.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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