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Economia

Rendimentos dos Treasuries sobem com petróleo e apostas de alta do Fed

Título americano de 10 anos chega a 5,017%, enquanto o Brent alcança US$ 109,74 em meio à tensão no Oriente Médio.

Rendimentos dos Treasuries sobem com petróleo e apostas de alta do Fed
Foto: Folhapress

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos subiram nesta segunda-feira (14) e atingiram os maiores níveis em quase três anos, pressionados pelo avanço do petróleo e pelo aumento das apostas de alta dos juros do Federal Reserve (Fed).

O rendimento do Treasury de 10 anos, referência para as expectativas sobre os juros americanos de longo prazo, alcançou 5,017% na máxima do dia. Foi o maior nível desde outubro de 2023. O título de 2 anos chegou a 4,677%, no maior patamar desde julho de 2024.

A movimentação acompanhou a alta do petróleo Brent. O barril avançou até 4,90%, a US$ 109,74, e encerrou o dia a US$ 106,48, com alta de 1,79%. O temor de que a energia mais cara provoque inflação maior elevou a remuneração exigida pelos investidores para manter títulos públicos.

Preços e rendimentos dos títulos se movem em direções opostas. Assim, a exigência de uma remuneração maior reduz os preços dos papéis, enquanto o aumento da demanda tende a elevar os preços e diminuir os rendimentos.

Nos mercados acionários dos Estados Unidos, o S&P 500 caiu 0,48%, o Dow Jones recuou 0,29% e o Nasdaq perdeu 0,56%.

A pressão sobre os ativos foi associada à tensão no Oriente Médio. Ataques de drones atingiram um oleoduto na Arábia Saudita, suspendendo temporariamente as operações da instalação. Os houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, também confirmaram o lançamento de "dezenas de mísseis balísticos e drones" contra alvos militares no sul saudita.

Na semana passada, os houthis haviam anunciado o controle de Mocha, cidade considerada estratégica para o escoamento de petróleo saudita pelo estreito de Bab el-Mandeb. A escalada elevou os riscos para as exportações pelo mar Vermelho após a obstrução do estreito de Hormuz, que antes do conflito respondia pela circulação de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

A tensão levou os Estados do Golfo a adiar uma reunião sobre a gestão de Hormuz. O encontro reuniria os principais diplomatas de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Omã e Bahrein com o chanceler iraniano.

Apostas sobre os juros

As apostas de alta da taxa básica do Fed passaram a pressionar especialmente os títulos de curto prazo. A expectativa, antes concentrada na reunião de outubro, passou a incluir o encontro desta semana. A ferramenta FedWatch, do CME Group, indicou probabilidade de 90,3% para uma alta dos juros à faixa entre 3,75% e 4%.

Para Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, o mercado americano considera praticamente certa uma elevação de 0,25 ponto, que levaria os juros ao intervalo entre 3,75% e 4% ao ano. Seria a primeira alta sob Kevin Warsh, que assumiu a presidência do Fed em maio. Kayo relacionou o aumento das apostas ao discurso mais duro de Warsh, aos dados de inflação acima do esperado e à disparada do petróleo.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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