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Internacional

Abbas fica fora da Assembleia da ONU após nova negativa de visto dos EUA

Departamento de Estado diz que manterá restrições a integrantes da OLP e autoridades da Autoridade Palestina.

Abbas fica fora da Assembleia da ONU após nova negativa de visto dos EUA
Foto: AFP

A decisão dos Estados Unidos impede Mahmoud Abbas de participar presencialmente, na próxima semana, da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Uma pessoa próxima ao caso confirmou que o presidente da Autoridade Palestina está incluído nas restrições de entrada anunciadas pelo governo americano.

O Departamento de Estado informou que continuará proibindo a emissão de vistos para integrantes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e autoridades da Autoridade Palestina. O órgão justificou a medida pela falta de reformas, pelo descumprimento de compromissos assumidos com os EUA e por atividades que, na avaliação americana, prejudicam as perspectivas de paz.

É o segundo ano consecutivo em que Abbas não recebe autorização para comparecer ao principal evento das Nações Unidas. No ano passado, ele discursou por videoconferência, embora tivesse presença habitual na Assembleia-Geral.

Washington acusa a liderança palestina de descumprir compromissos em favor da paz no Oriente Médio e de adotar medidas que enfraqueceriam as negociações. Entre as críticas estão a tentativa de internacionalizar o conflito por meio do Tribunal Penal Internacional (TPI) e da Corte Internacional de Justiça (CIJ), além da busca por um reconhecimento unilateral do Estado da Palestina.

Na decisão de 2025, o governo americano afirmou que a OLP e a Autoridade Palestina precisariam abandonar iniciativas para contornar as negociações por meio de campanhas de guerra jurídica internacional a fim de serem consideradas parceiras pela paz. O comunicado também mencionou pagamentos de benefícios a terroristas e a glorificação de atos de terrorismo e de terroristas em declarações públicas e livros didáticos.

A posição americana contrasta com a de 142 Estados-membros da ONU que, no ano passado, reconheceram a existência de um Estado da Palestina ao final da conferência sobre a solução de dois Estados, copresidida pela França e pela Arábia Saudita.

A negativa ocorre enquanto cresce a violência de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967. Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza, soldados ou colonos israelenses mataram pelo menos 1.109 palestinos, entre combatentes e civis, segundo levantamento baseado em dados do Ministério da Saúde palestino.

O governo de Donald Trump afirma ser contra qualquer anexação de território palestino. A administração também já usou a revogação ou a não concessão de vistos contra autoridades brasileiras e estrangeiras. Em agosto do ano passado, cancelou vistos de autoridades brasileiras e ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde envolvidos na contratação de médicos cubanos para o programa Mais Médicos. Mais recentemente, em agosto deste ano, revogou o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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