São Paulo, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,85 · Ibovespa 187.197 -0,00%
Notícia com critério
Internacional

Ação acusa falha em pausas de segurança após amputação de perna errada

Sharon Jacks afirma que autorizou apenas a retirada da perna direita e pede indenizações ao hospital e a outros réus.

Ação acusa falha em pausas de segurança após amputação de perna errada
Foto: AP

O hospital Selby General reconheceu que a amputação da perna esquerda de Sharon Jacks poderia ter sido evitada e afirmou que os protocolos de segurança em salas de cirurgia não foram seguidos. A instituição também disse que os profissionais envolvidos foram responsabilizados e não ocupam mais seus cargos.

Jacks, de 74 anos, e o marido entraram com uma ação neste mês no Tribunal do Condado de Washington. O processo cita nove réus, entre eles o hospital e integrantes das equipes médica e cirúrgica. O casal pede indenizações compensatórias e punitivas, mas não informa um valor específico.

Procedimento e acusações

A cirurgia foi realizada em setembro de 2025, no Selby General Hospital, em Marietta. A indicação médica era retirar a perna direita abaixo do joelho para tratar um carcinoma de células escamosas, tipo de câncer de pele. Segundo a ação, porém, a amputação foi feita no membro esquerdo.

A paciente precisou passar por outra cirurgia quatro meses depois, em outro hospital de Ohio, para retirar a perna direita. Com isso, ficou com as duas pernas amputadas.

Os registros médicos mencionados no processo indicam que a equipe fez duas pausas de segurança antes da operação. Esses procedimentos, chamados de time-outs, verificam a identidade do paciente, a cirurgia prevista e o lado correto do corpo. A denúncia afirma que, apesar das pausas, o erro não foi identificado.

Jacks é veterana do Exército americano e mora no condado de Meigs. A ação sustenta que ela autorizou exclusivamente a amputação da perna direita e nunca consentiu com a retirada do membro esquerdo. O processo classifica o procedimento como uma falha completa das medidas básicas de segurança.

Consequências alegadas

O documento menciona lesões físicas, incapacidade permanente, dores, sofrimento emocional, humilhação, perda da qualidade de vida e despesas médicas. Jacks e o marido acusam os réus de negligência grave, agressão e conduta imprudente.

Em declaração, o hospital afirmou estar entristecido com o episódio e disse que a equipe continua mantendo a paciente e a família em suas orações.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.