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Internacional

Advogada pede preservação de arquivos de Epstein para identificar sobreviventes

Processo apresentado por duas mulheres reivindica indenizações e a identificação de pessoas retratadas em material de abuso sexual infantil.

Advogada pede preservação de arquivos de Epstein para identificar sobreviventes
Foto: AFP

A advogada Hillary Nappi pediu que o espólio de Jeffrey Epstein preserve e examine todo o material apreendido nas propriedades do financista para identificar e informar as pessoas retratadas. A solicitação faz parte de uma ação coletiva apresentada na quarta-feira (16) por duas mulheres cujas imagens, feitas quando eram meninas, foram localizadas em arquivos ligados a Epstein.

Nappi afirmou que a maioria das pessoas retratadas na coleção ainda não foi identificada e que o processo pode envolver milhares de vítimas. A ação requer a colaboração do espólio e das autoridades federais com o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas. “Muitas delas não fazem ideia de que suas imagens existem nos arquivos dele”, disse a advogada.

Pedido de indenização

A petição, apresentada ao tribunal federal de Manhattan, busca pelo menos US$ 6 milhões (R$ 30,8 milhões) para mais de 40 pessoas. O grupo também pede o pagamento de US$ 150 mil (R$ 772 milhões) a cada integrante, além de outras penalidades.

Parte das imagens estaria em um livro com fotografias sexualizadas de crianças, apreendido por investigadores federais em 2019, na casa de Epstein em Nova York. A acusação afirma que, desde a década de 1990, ele mantinha um “livro de modelos” em seu cofre. A partir dos anos 2000, segundo o processo, sua assistente teria fotografado várias crianças, que eram pagas, e o material seria usado para a gratificação sexual do financista e possivelmente de outras pessoas.

Uma das autoras, identificada como Jane Doe, afirma que Epstein obteve fotografias parcialmente nuas feitas quando ela tinha 12 anos. Ela diz que as autoridades foram avisadas na época, mas não houve investigação nem processo relacionado às imagens.

A outra autora, que usa o pseudônimo Amy, afirma aparecer no material apreendido em 2019. Segundo ela, as imagens são comercializadas desde o fim da década de 1990 até hoje.

A ação foi movida contra Darren Indyke, ex-advogado de Epstein, e Richard Kahn, ex-contador do financista e coexecutor dos bens. Daniel Weiner, que representa Indyke, não comentou. Um advogado de Kahn não respondeu ao pedido de manifestação.

Epstein foi condenado por aliciar uma menor para fins sexuais em 2008 e acusado de tráfico sexual de menores em 2019. Ele morreu em uma cela de prisão em Nova York, em uma morte considerada suicídio. Não chegou a ser processado por criar, obter ou distribuir material de abuso sexual infantil.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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