A família de Emily Normandin-Parker recusou uma proposta de acordo de US$ 10 milhões (cerca de R$ 51 milhões) feita pela Uber durante o processo. A oferta previa o pagamento aos pais da jovem, mas também exigia que eles não se manifestassem publicamente sobre o caso, segundo a defesa da família.
A disputa terminou com a condenação da empresa a pagar US$ 40 milhões (cerca de R$ 206 milhões). O valor foi determinado pelo juiz Richard Stone, que considerou a Uber responsável pelas ações do motorista envolvido no episódio.
O caso
Emily tinha 23 anos quando morreu atropelada, em agosto de 2023. Ela e uma amiga haviam chamado um carro pelo aplicativo. Durante o trajeto, a amiga passou mal, e o motorista exigiu o pagamento de uma taxa de limpeza antes de ordenar que as duas deixassem o veículo.
Depois de sair do carro, Emily foi atingida. A família sustentou que a jovem havia seguido as orientações da plataforma ao escolher não dirigir. Em comunicado, afirmou: “Emily fez tudo o que a Uber orienta os passageiros a fazer — tomou a decisão responsável de não dirigir e confiamos que a Uber a levaria para casa em segurança”.
A empresa argumentou que o motorista era trabalhador autônomo e que, por isso, não poderia ser responsabilizada pelos atos praticados por ele. A decisão judicial rejeitou essa posição ao atribuir à Uber responsabilidade pelo comportamento do motorista.
A mãe de Emily disse que a vitória no processo pareceu “vazia”, porque a empresa não assumiu a responsabilidade pela morte. A Uber afirmou considerar a decisão equivocada e disse que vem reforçando medidas de segurança, incluindo orientações adicionais para evitar desembarques em locais inseguros.


