São Paulo, Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00%
Notícia com critério
Internacional

AfD conquista presidência do Parlamento de Saxônia-Anhalt em votação secreta

Tobias Rausch recebeu 48 votos e foi seguido por Hans-Thomas Tillschneider na vice-presidência da Casa estadual.

AfD conquista presidência do Parlamento de Saxônia-Anhalt em votação secreta
Foto: Jan Woitas/Pool via Reuters

A eleição de Hans-Thomas Tillschneider para a vice-presidência do Parlamento de Saxônia-Anhalt ampliou, nesta terça-feira (6), o avanço institucional da AfD (Alternativa para a Alemanha) no estado. Tillschneider recebeu 44 votos horas depois de Tobias Rausch conquistar a presidência da Casa.

Rausch obteve 48 votos em uma votação secreta. A AfD tem 39 deputados e a BSW, sigla que apoiou o político em outras votações, conta com 5 parlamentares. A soma chega a 44, o que gerou a hipótese de que quatro votos adicionais tenham partido da CDU (União Democrata-Cristã).

Votação e reação dos partidos

Verdes, SPD e A Esquerda orientaram seus representantes a votar contra Rausch. A CDU recomendou a abstenção, posição que foi considerada ambígua por opositores. Heidi Reichinnek, líder de A Esquerda, afirmou que 9 dos 15 deputados da União teriam aberto caminho para a eleição, por meio de votos favoráveis ou da abstenção. Ela classificou Rausch como “o primeiro presidente parlamentar de extrema direita desde Hermann Göring”.

Thorsten Frei, chefe do grupo parlamentar da CDU no Bundestag, disse ter visto o episódio com preocupação, mas afirmou que atribuir os quatro votos extras ao partido era “pura especulação”. Matthias Miersch, líder do SPD, declarou que a conduta da CDU seria discutida em Berlim.

A BSW negou ter votado em Tillschneider, uma das figuras mais controversas da AfD. O partido se define como de esquerda e conservador.

Disputa sobre a aproximação com a AfD

Após ser eleito, Rausch disse que exerceria a função como presidente do Parlamento, e não como líder de uma bancada. Também prometeu evitar manobras regimentais e retaliações. Ao mencionar a chamada “Brandmauer”, prática de não negociar ou votar com a AfD, defendeu que esse bloqueio deixasse de existir.

A CDU local usa a defesa de uma aproximação com a AfD para justificar sua posição. No fim de semana, durante uma viagem a Kiev, o primeiro-ministro Friedrich Merz reiterou que seu partido não trabalharia com a extrema direita ou a extrema esquerda. Ele relacionou a posição à segurança da Alemanha e às propostas de AfD e A Esquerda de retomar o diálogo com a Rússia em detrimento do apoio à Ucrânia.

Nas eleições regionais do mês passado, a AfD recebeu 44% dos votos em Saxônia-Anhalt. Ulrich Siegmund, principal candidato da legenda, deve ser eleito governador em dezembro. O estado é apontado como um dos mais pobres da Alemanha.

A AfD é classificada como uma sigla de extrema direita pelos serviços de segurança do governo alemão. Integrantes e alas do partido são investigados por discurso de ódio e neonazismo. A legenda lidera as intenções de voto no país desde a última eleição federal, realizada no começo do ano passado.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.