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Internacional

Partido alemão AfD anuncia ação contra Merz após crítica sobre remigração

A legenda de extrema direita afirma que o premiê cometeu difamação ao associar sua política de remigração à limpeza étnica.

Partido alemão AfD anuncia ação contra Merz após crítica sobre remigração
Foto: Annegret Hilse/Reuters

A AfD, partido de extrema direita da Alemanha, anunciou que vai processar Friedrich Merz por difamação. A decisão veio depois de o premiê afirmar que a política de remigração defendida pela legenda equivale a uma forma de limpeza étnica.

A declaração foi feita na quarta-feira (9), durante um debate sobre o Orçamento no Bundestag. Merz afirmou que a política afetaria setores dependentes da participação de imigrantes, como casas de repouso, hospitais e restaurantes. Para ele, a remigração levaria à expulsão de pessoas com base na cor da pele e na origem.

Stephan Brandner, secretário-geral da AfD em Berlim, classificou as declarações como passíveis de responsabilização criminal e disse que eram inaceitáveis. O grupo parlamentar da legenda no Bundestag sustenta que permanece alinhado à Constituição e que a política atingiria apenas imigrantes ilegais.

A interpretação é contestada pelo Escritório Federal de Proteção à Constituição, que classifica a AfD como partido de extrema direita comprovada. O órgão afirma que a remigração busca criar sociedades definidas por critérios étnicos e expulsar estrangeiros.

Avanço eleitoral e debate sobre veto

No domingo (6), a AfD obteve quase 44% dos votos na eleição em Saxônia-Anhalt. O resultado garantiu 39 cadeiras no Parlamento estadual, a três de uma maioria, e foi o maior desempenho da extrema direita na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial.

No começo da semana, Merz disse estar profundamente chocado com a vitória. A votação também reabriu a discussão sobre a possibilidade de banir o partido. Hendrik Wüst, governador da Renânia do Norte-Vestfália, defendeu publicamente essa medida.

A AfD também defende a saída da União Europeia, a retomada do marco alemão e uma reaproximação com a Rússia. O conceito de remigração, antes tratado como eufemismo para deportação em massa, passou a aparecer nos discursos do partido e nos programas de governo da legenda nas eleições estaduais.

Na quinta-feira, Ulrich Siegmund, principal nome da AfD em Saxônia-Anhalt, relacionou a política à defesa da instalação de uma unidade da empresa israelense de armamentos Elbit no estado. A declaração provocou reação de políticos da BSW.

Brandner teve a imunidade parlamentar suspensa nesta semana pelo Bundestag e é acusado de injúria contra uma jornalista. Especialistas avaliam que um veto à AfD enfrentaria complexidade jurídica e poderia ampliar sua popularidade. Pesquisas indicam que a legenda teria 28% dos votos caso a eleição federal de 2029 ocorresse agora.

Ao menos 20 cidades alemãs terão manifestações contra a ascensão da AfD neste fim de semana, organizadas por ativistas e grupos de defesa da democracia.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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