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Internacional

Merz enfrenta pressão após avanço da AfD em eleição regional alemã

Chanceler admite responsabilidade pela derrota da CDU e promete discutir reformas com o parceiro de coalizão, o SPD.

Merz enfrenta pressão após avanço da AfD em eleição regional alemã
Foto: REUTERS/Axel Schmidt

O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, reconheceu nesta segunda-feira (07/09) a derrota da União Democrata Cristã (CDU) para a Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições regionais realizadas no dia anterior em Saxônia-Anhalt. Ele afirmou estar “profundamente chocado” com o resultado e disse que a votação terá efeitos sobre o país.

A CDU recebeu 17,2 % dos votos, 20 pontos a menos que no pleito anterior no estado. A AfD alcançou 43,8 %, mais que o dobro de sua votação anterior. Merz classificou o desempenho de seu partido como a mais dura derrota eleitoral da CDU em décadas.

Após reuniões com lideranças da CDU em Berlim, o chanceler admitiu que sua baixa popularidade nas pesquisas contribuiu para o resultado. Ele afirmou que foi um tema constante durante a campanha e reconheceu que o governo precisará explicar melhor seu programa de reformas aos eleitores.

Nos próximos dias, Merz pretende conversar com o Partido Social-Democrata (SPD), parceiro da coalizão. O chanceler sustentou que os princípios do programa de reformas estão corretos, mas indicou disposição para discutir pontos específicos da reforma da previdência e o volume da reforma tributária.

Merz também afirmou que não vê motivos para sofrer consequências pessoais pela derrota. “Desistir não é uma opção para mim”, declarou. Segundo ele, cabe ao governo federal e a ele próprio criar oportunidades para a próxima geração.

A derrota aumentou a pressão sobre o chanceler e sobre a coalizão, que enfrenta dificuldades para reaquecer uma economia estagnada e mantém divergências em temas de política social, especialmente sobre aposentadorias. Desde que assumiu o governo alemão em 2025, Merz adotou medidas contra a imigração irregular e prometeu reconduzir a CDU às suas raízes conservadoras, mas seus índices de popularidade continuam baixos.

O chanceler lembrou que, em duas semanas, haverá eleições regionais em Berlim e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Depois desses pleitos, a CDU e a coalizão deverão analisar mudanças possíveis na condução do governo.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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