Uma enfermeira pretende processar o Jackson Memorial Hospital e o escritório do xerife de Miami-Dade depois de ser agredida por um paciente dentro do pronto-socorro da unidade, em Miami, nos Estados Unidos. A defesa pede US$ 5 milhões (cerca de R$ 26 milhões) por negligência na supervisão e na segurança do local.
O ataque ocorreu em 30 de maio e foi registrado pelas câmeras de segurança. A polícia identificou o suspeito como Rubin Wenyou, de 44 anos. As gravações mostram o homem perseguindo uma profissional pelo setor de emergência, atingindo um funcionário e depois avançando contra Yanira Equileor.
Yanira é golpeada várias vezes na cabeça, cai no chão e é contida por outros funcionários. Em outro momento, colegas aparecem ajudando a enfermeira a se levantar. Michael Pizzi, advogado da profissional, afirmou que ela sofreu ferimentos na cabeça, no pescoço, na coluna e nas costas, além de hematomas em diferentes partes do corpo.
Segurança no pronto-socorro
O Jackson Health, sistema responsável pelo hospital, informou que quatro profissionais de segurança pública são designados para o pronto-socorro do Jackson Memorial 24 horas por dia, sete dias por semana. Também disse que dois policiais do escritório do xerife do condado de Miami-Dade, que estavam de folga, permanecem no campus em tempo integral.
Em comunicado, o sistema afirmou que o primeiro agente de segurança chegou poucos segundos depois do início do ataque e que outros profissionais foram enviados na sequência. Os funcionários envolvidos receberam apoio e atendimento após o episódio, segundo o Jackson Health.
Pizzi também declarou que precisou apresentar uma ação judicial contra o hospital e o escritório do xerife de Miami-Dade para obter a divulgação das imagens. O escritório do xerife informou que não comenta processos judiciais em andamento.


