São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Internacional

Morte de Chen Ziyi reacende debate sobre riscos do mukbang na China

Influenciadora relatou hospitalizações, queda de potássio e pressão para comer cada vez mais durante transmissões ao vivo.

Morte de Chen Ziyi reacende debate sobre riscos do mukbang na China

A influenciadora Chen Ziyi, conhecida na internet como Ganfan Yingying, afirmou em seu último vídeo que as transmissões de mukbang haviam afetado sua saúde. Ela morreu em 17 de agosto, após uma parada cardíaca supostamente relacionada a baixos níveis de potássio no sangue. Os pais anunciaram a morte nas redes sociais na última sexta-feira (4).

Com 24 anos e mais de 1 milhão de seguidores, Yingying produzia vídeos em que comia grandes quantidades de alimentos diante das câmeras. O conteúdo publicado em 14 de agosto foi gravado depois de episódios repetidos de alimentação excessiva, que, segundo ela, reduziram sua concentração de potássio e levaram a uma hospitalização. O nível informado pela influenciadora chegou a 2,3.

Chen disse que os problemas de saúde estavam ligados às atividades realizadas nas transmissões. Ela relatou já ter sido internada anteriormente pelo mesmo motivo e mencionou um antigo hábito de provocar o próprio vômito. “Embora ganhar dinheiro fosse importante, a saúde deveria estar em primeiro lugar”, afirmou no vídeo.

Pressão durante as transmissões

A influenciadora também descreveu o esforço exigido por algumas transmissões. Em uma delas, disse ter sido necessário comer entre 60 e 70 ovos em conserva. De acordo com Chen, determinados produtos obrigavam os influenciadores a continuar comendo durante a atividade.

Ela afirmou que os criadores sofriam pressão para consumir quantidades cada vez maiores de comida com o objetivo de aumentar as vendas, mesmo quando o corpo já não suportava o esforço. Yingying também classificou as transmissões como fisicamente desgastantes.

Regras sobre consumo excessivo

A China mantém normas para restringir conteúdos de transmissões ao vivo que incentivem o consumo exagerado de alimentos. A Lei de Combate ao Desperdício de Alimentos, aprovada em 2021, proíbe produzir, publicar ou disseminar conteúdos de áudio e vídeo que promovam consumo excessivo e compulsão alimentar.

Um código de conduta para streamers online, publicado em 2022, também proíbe simular que está comendo, provocar vômito e comer compulsivamente durante transmissões.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.