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Internacional

Conflito no Iêmen força deslocamento interno e ameaça rota do mar Vermelho

Acnur relata que mais de 100 mil pessoas deixaram suas casas, enquanto houthis ampliam ataques e avançam em direção ao estreito de Bab el-Mandeb.

Conflito no Iêmen força deslocamento interno e ameaça rota do mar Vermelho
Foto: AFP

Mais de 100 mil pessoas foram deslocadas dentro do Iêmen desde a retomada dos combates, informou nesta terça-feira (15) a agência da ONU para refugiados. Milhares também deixaram o país pelo mar com destino a Djibuti, em meio ao avanço dos houthis e à intensificação dos ataques na região do mar Vermelho.

O Acnur afirmou que a insegurança, os danos nas estradas, as interrupções nas telecomunicações e as restrições à circulação dificultam o trabalho humanitário. A organização também alertou que os combates podem prejudicar a exportação mundial de petróleo, elevar os custos de transporte e atrasar a entrega de ajuda ao Sudão e ao próprio Iêmen.

Os houthis, alinhados ao Irã, retomaram em julho as ofensivas contra as forças do governo iemenita. O grupo avança pela costa do mar Vermelho em direção ao estreito de Bab el-Mandeb. A entrada sul da rota está sob controle dos rebeldes após um ataque realizado na semana passada.

Ataques e reação regional

Os houthis anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita e passaram a alvejar navios no mar Vermelho. O grupo afirma que a campanha começou em 2023, em solidariedade aos palestinos na guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza. Os rebeldes dizem que não ameaçam a navegação no estreito, com exceção de embarcações sauditas.

Em resposta, as forças aéreas da Arábia Saudita e do governo do Iêmen bombardearam posições houthis. O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, esteve no Cairo nesta terça-feira para uma reunião com o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi. Os dois defenderam a liberdade e a segurança da navegação marítima. Sisi também declarou apoio às medidas sauditas para proteger a segurança e a estabilidade do país.

Uma autoridade militar americana afirmou que uma força-tarefa trabalha para ampliar o compartilhamento de informações de inteligência e o apoio ao planejamento das forças sauditas.

O Egito acompanha o risco de interrupção do estreito porque o mar Vermelho dá acesso ao Canal de Suez, fonte de receitas externas para o país. A arrecadação do canal está em torno da metade do nível registrado antes do início dos ataques houthis contra embarcações comerciais.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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