São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Internacional

Acusações entre Moraes e Mendonça ampliam crise no STF, dizem La Nación e EFE

Moraes acusou Mendonça, que havia pedido investigação sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Acusações entre Moraes e Mendonça ampliam crise no STF, dizem La Nación e EFE
Foto: Getty Imagens via BBC

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novo capítulo após Alexandre de Moraes acusar André Mendonça de possíveis crimes e irregularidades na condução de processos relacionados ao escândalo do INSS e ao Banco Master. As acusações foram apresentadas na quinta-feira (3), dois dias depois de Mendonça pedir ao presidente do STF, Edison Fachin, que levasse ao plenário um pedido de investigação contra Moraes.

Moraes afirmou que Mendonça teria cometido, em tese, improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade. Também apontou possível quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos nos casos das “Operações Sem Desconto” e “Operação Compliance Zero”.

A La Nación informou que Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma investigação transparente e sem proteção a qualquer envolvido. O jornal argentino descreveu Moraes como uma das autoridades mais poderosas do Brasil e afirmou que ele presidiu o julgamento que levou à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022) por tentativa de golpe. Mendonça foi indicado ao STF por Bolsonaro.

O caso do Banco Master também envolve Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, que, conforme o relato, enfrentará Lula nas eleições presidenciais de outubro. A polícia investiga transferências bancárias de valores milionários feitas por Daniel Vorcaro a Bolsonaro. O candidato de direita disse que os recursos teriam como objetivo financiar um filme sobre seu pai.

A agência EFE classificou a acusação de Moraes como um contra-ataque e destacou que o ministro apontou falta de probidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça.

A agência também citou um relatório da Polícia Federal segundo o qual Moraes intermediou um contrato de prestação de serviços de R$ 131 milhões entre o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master. O documento ainda foi relacionado à atuação de Moraes nas eleições de 2022 e ao julgamento de Bolsonaro. Nesse contexto, a EFE afirmou que o ministro passou a ser associado por apoiadores do ex-presidente à imagem de Lula durante a campanha pela reeleição.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.