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Internacional

Economist aponta desgaste do Supremo antes da eleição geral no Brasil

Revista britânica relaciona decisões de Alexandre de Moraes, Banco Master e disputa interna no STF à perda de confiança nas instituições.

Economist aponta desgaste do Supremo antes da eleição geral no Brasil
Foto: Reprodução: The Economist

A crise institucional no Supremo Tribunal Federal passou a ser apresentada pela revista britânica The Economist como um risco à democracia brasileira, em avaliação publicada antes da eleição geral de 4 de outubro. A análise concentra-se nas decisões de Alexandre de Moraes em processos ligados ao 8 de Janeiro, nas relações do ministro com o caso Banco Master e no conflito público com André Mendonça.

A publicação afirma que a atuação do Supremo vem desgastando a confiança nas instituições do país. O texto também sustenta que a Corte enfrenta uma disfunção institucional em um período próximo às eleições de outubro, quando decisões e disputas envolvendo seus ministros ganham maior repercussão.

Banco Master e conduta dos ministros

A revista relaciona Moraes a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por suspeitas de fraude e compra de influência. Vorcaro está preso desde março deste ano. A publicação também menciona a proposta de Edson Fachin, presidente do tribunal, para a adoção de um código de ética que obrigaria os ministros a prestar contas sobre rendimentos obtidos fora do tribunal. Segundo a análise, Moraes reagiu com deboche à ideia.

O texto ainda afirma que falhas processuais atribuídas a Mendonça e iniciativas de Moraes para se proteger poderiam servir de justificativa jurídica para encerrar a investigação sobre o Banco Master. A disputa entre os dois ministros é descrita como aberta.

Inquérito das fake news

As decisões que determinaram a derrubada de contas de perfis bolsonaristas também são citadas como questionáveis. A revista critica a participação de Moraes no inquérito das fake news por ele ter acumulado as funções de vítima, acusador e juiz.

Apesar das críticas, a publicação afirma que os avanços atribuídos ao ministro foram deixados de lado diante da tentativa de golpe de Estado planejada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. A conclusão apresentada é que a corrupção no centro das instituições brasileiras pode reduzir a confiança na democracia mais do que Bolsonaro conseguiu.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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