LOS ANGELES — A jornalista Eliana Moreno, de 38 anos, morreu na terça-feira (15) durante a queda de um helicóptero de reportagem em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ela acompanhava, do ar, a cobertura de um acidente de trânsito e trabalhava para a NBC e a Telemundo.
A aeronave registrava uma colisão entre um ônibus do sistema de transporte público de Los Angeles e um carro no bairro de Chatsworth, no Vale de San Fernando. O helicóptero caiu em um estacionamento próximo a um centro de armazenamento e ficou destruído. As causas do acidente ainda não foram esclarecidas.
O piloto George Marciniw, que também trabalhava para a NBC, morreu no local. Uma terceira pessoa, que estava em solo, também morreu.
Trajetória profissional
Moreno nasceu no condado de Orange, no sul da Califórnia, e se formou em jornalismo televisivo e ciências sociais pela Universidade Chapman, em 2010. No mesmo ano, ingressou na equipe de helicópteros da Angel City Air, onde passou a atuar na cobertura de notícias para diferentes emissoras da região.
A jornalista também produzia reportagens em espanhol. Pelo trabalho feito a bordo da aeronave, era chamada de “Eli in the heli”, expressão traduzida no texto como “Eli no helicóptero”. Em redes sociais, compartilhava imagens e vídeos das atividades no ar. Em uma publicação, escreveu que tinha “o melhor trabalho do mundo”.
A NBC4 e a Telemundo 52 lamentaram a morte dos profissionais. Na noite de terça-feira, a âncora Colleen Williams interrompeu o telejornal ao vivo depois de confirmar que o helicóptero pertencia à emissora e que a equipe havia morrido. “Estamos entrando no ar com o coração pesado porque perdemos amigos e colegas queridos”, afirmou Williams.


