São Paulo, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00%
Notícia com critério
Internacional

EUA planejam transferir US$ 52 milhões em ajuda militar para quatro países latino-americanos

Recursos seriam retirados de Tunísia, Eslováquia, Macedônia do Norte e Iraque e enviados a Panamá, Peru, Equador e Colômbia.

EUA planejam transferir US$ 52 milhões em ajuda militar para quatro países latino-americanos
Foto: AFP

O Departamento de Estado dos Estados Unidos notificou o Congresso sobre um plano para transferir US$ 52 milhões em ajuda militar a quatro países da América Latina. A proposta do governo de Donald Trump prevê retirar os recursos de Tunísia, Eslováquia, Macedônia do Norte e Iraque e destiná-los a Panamá, Peru, Equador e Colômbia.

A notificação ocorreu na última terça-feira (15). Um funcionário do Departamento de Estado confirmou a iniciativa e disse que o dinheiro será aplicado em equipamentos, treinamento e assistência técnica. O objetivo declarado é combater o narcoterrorismo e a influência militar de adversários na região.

A mudança ocorre depois de uma viagem do secretário de Estado, Marco Rubio, ao Peru, à Colômbia e ao Equador, marcada por anúncios de cooperação militar com esses países.

Mudança nas prioridades

O valor representa uma parcela do orçamento do Financiamento Militar Estrangeiro, que recebeu US$ 6,16 bilhões em 2026. Ainda assim, a transferência indica uma mudança na distribuição da ajuda de defesa dos Estados Unidos, com mais recursos para a América Latina e menos para países do Oriente Médio e da Europa.

A orientação está associada à política de “América para os americanos” descrita na Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, publicada no ano passado. No documento, a Casa Branca afirmou: “Após anos de negligência, os EUA reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental”.

A redistribuição também se relaciona às críticas de Trump aos gastos militares dos Estados Unidos e à pressão para que aliados europeus ampliem seus investimentos em defesa. O presidente afirma que as despesas de Washington na Otan são desproporcionais em comparação com as dos demais integrantes da aliança.

A agenda de combate ao narcoterrorismo ganhou espaço na política regional do governo americano. Nesta quarta-feira (16), os Estados Unidos retiraram a Venezuela da lista dos principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas pela primeira vez em mais de 20 anos. A medida ocorreu oito meses após a intervenção americana para capturar Nicolás Maduro e transformar a Venezuela em uma espécie de protetorado.

Países citados por Trump

Brasil, Colômbia, Bolívia, El Salvador, Equador, México, Guatemala, Costa Rica, República Dominicana, Honduras, Haiti, Nicarágua, Panamá e Peru continuam na lista de países latino-americanos mencionados no documento.

Trump afirmou que a Colômbia permaneceu na relação por causa do governo anterior, associado por ele a Gustavo Petro. O presidente americano disse que a situação deverá mudar com Abelardo de la Espriella, eleito em junho deste ano, e destacou sua promessa de combater o cultivo de coca e a produção de cocaína.

Sobre o Peru, Trump saudou o compromisso da presidente Keiko Fujimori com a cooperação contra o crime organizado. A entrada do país no Escudo das Américas foi anunciada na semana passada. A iniciativa reúne países governados pela direita na região, segundo a descrição apresentada no documento.

Argentina, Equador e El Salvador também integram a coalizão e foram classificados por Trump como aliados dos Estados Unidos no hemisfério. O presidente americano mencionou os três países ao elogiar sua atuação no combate ao narcoterrorismo.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.