O Departamento de Estado dos Estados Unidos comunicou ao Congresso, nesta terça-feira (15), a transferência de US$ 52 milhões em assistência militar estrangeira para países da América Latina. O montante equivale a cerca de R$ 267,3 milhões, mas a parcela destinada a cada governo ainda não foi informada.
A decisão foi tomada uma semana depois de o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, visitar Colômbia, Equador e Peru. Durante a viagem oficial, Rubio prometeu ampliar o apoio aos dois países que elegeram recentemente governos conservadores: Colômbia e Peru, comandados, respectivamente, por Abelardo de la Espriella e Keiko Fujimori.
Até agora, os recursos estavam previstos para Eslováquia, Macedônia do Norte, Tunísia e Iraque. A mudança não encerra o financiamento militar estrangeiro para esses países, embora o valor que continuará disponível para cada um deles ainda não esteja claro.
Justificativa do governo
O Departamento de Estado declarou que o dinheiro será aplicado no combate ao narcoterrorismo e na segurança do Canal do Panamá. A pasta também afirmou que o Hemisfério Ocidental foi historicamente deixado em segundo plano na assistência militar dos Estados Unidos.
“Esses recursos impedirão que adversários estabeleçam posições estratégicas em nosso hemisfério”, afirmou o departamento. A declaração faz referência à China, que tem ampliado sua presença na América Latina.
A realocação acompanha a política externa do 2º mandato do governo Trump, que prioriza o domínio do Hemisfério Ocidental e dá ênfase ao combate ao tráfico de drogas e à imigração ilegal. O Departamento de Estado disse que a distribuição atual dos recursos “não está alinhada com a prioridade dada pelo governo” à região.
O financiamento militar estrangeiro permite que os países beneficiários usem recursos dos contribuintes norte-americanos para comprar equipamentos militares de empresas de Defesa dos Estados Unidos. O detalhamento da divisão dos US$ 52 milhões entre os países latino-americanos ainda não havia sido divulgado.


