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Decisão cita depoimentos sobre controle de empresa de ônibus por Milton Leite

Despacho do TJ afirma que investigações apontam vínculos entre empresas de transporte e pessoas ligadas ao PCC; político nega acusações.

Decisão cita depoimentos sobre controle de empresa de ônibus por Milton Leite
Foto: Folhapress

O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite é apontado por testemunhas, segundo investigações citadas em decisão do Tribunal de Justiça, como proprietário de fato da empresa de ônibus Transwolff. O político nega ligação com o PCC, rejeita ter cometido crime e afirma que vai se apresentar à polícia em 24 horas.

O despacho, assinado pelo desembargador Sérgio Ribas, registra que os apontamentos reunidos até o momento resultam de uma análise superficial. Ainda assim, o documento indica “a existência de vínculos entre os investigados e pessoas apontadas como integrantes ou colaboradoras da organização criminosa investigada”.

Menções a Milton Leite

A decisão atribui ao ex-vereador possível ligação com empresas de ônibus apontadas como controladas pelo PCC. Ele também seria responsável diretamente pela operação de algumas dessas empresas. Além dos depoimentos de policiais militares sobre a Transwolff, Milton Leite é investigado por possível envolvimento com a organização criminosa. O documento não detalha outros crimes atribuídos a ele.

Estrutura investigada

As investigações indicam que o PCC controlaria 12 das 22 empresas do transporte coletivo da capital. De acordo com a decisão, a facção usaria laranjas para administrar os negócios e esconder os verdadeiros controladores.

O esquema descrito no documento incluiria licitações direcionadas, pagamento de propinas e divisão dos valores obtidos. As empresas de ônibus seriam usadas para operacionalizar negócios, comissões e movimentações financeiras da organização criminosa. A influência alcançaria agentes públicos, políticos e campanhas eleitorais relacionadas aos contratos.

Entre as empresas investigadas estão Translider, A2, Otrantur e Transbellaflor. A atuação mencionada alcançaria São Paulo, Cubatão, Leme, Itanhaém e São Vicente.

A decisão determinou prisão temporária por 30 dias de 13 suspeitos. Em primeira instância, já havia sido autorizada a prisão de outros três suspeitos. Também foram autorizadas buscas e apreensões em endereços ligados a 14 investigados e o acesso a dados de celulares e equipamentos eletrônicos recolhidos nas diligências.

Por enquanto, o bloqueio de imóveis, veículos, aeronaves e embarcações foi rejeitado.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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