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Internacional

Helsinque passa a integrar plano francês de dissuasão nuclear na Europa

Adesão coloca a Finlândia no grupo de dez países reunidos pela iniciativa de Emmanuel Macron, que não substitui a Otan.

Helsinque passa a integrar plano francês de dissuasão nuclear na Europa
Foto: AFP

A Finlândia passou a integrar a iniciativa francesa de compartilhamento de capacidade nuclear, apresentada pelo presidente Emmanuel Macron em março. O país tornou-se o décimo participante do arranjo, criado como alternativa de defesa para nações europeias diante da ameaça percebida da Rússia.

A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (14), após a aprovação, em julho, de uma lei que encerrou a neutralidade nuclear finlandesa e passou a permitir a instalação de armas da Otan no país em caso de necessidade. O presidente Alexander Stubb afirmou que não pretende solicitar a presença de caças franceses durante períodos de paz.

Estrutura do acordo

A França mantém um estoque estimado em 290 ogivas ativas e 80 aposentadas, além de cerca de 50 armas transportadas por caças. O país também possui armas nucleares em submarinos. Macron ofereceu aos vizinhos o compartilhamento dessa capacidade e unificou com o Reino Unido os comandos de decisão para uma eventual situação de combate nuclear.

O Reino Unido tem 225 bombas, mas não dispõe de armas próprias para lançamento fora de submarinos. Por isso, seus arsenais não podem ser posicionados em países do continente. A França, por sua vez, mantém separado da Otan o comando de suas forças estratégicas, embora faça parte da aliança militar, que reúne 32 membros.

O grupo formado pela iniciativa inclui Reino Unido, Alemanha, Polônia, Holanda, Bélgica, Grécia, Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia. Helsinque administra hoje a maior fronteira da Otan com a Rússia.

Pressão sobre a segurança europeia

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, os Estados Unidos atuam como garantidores da dissuasão nuclear na Europa. O retorno de Donald Trump à Casa Branca, 80 anos depois, colocou esse arranjo em questionamento. O presidente americano pressionou os parceiros europeus a acelerar a corrida armamentista e projetou gastos equivalentes a 5% do PIB com defesa até 2035.

A Finlândia aderiu à Otan após o início da guerra na Ucrânia, invadida em 2022. Pela regra de defesa mútua da aliança, o arsenal americano deveria estar à disposição dos países europeus, mas há dúvidas entre líderes do continente sobre essa garantia.

A Rússia afirmou que a iniciativa francesa eleva o risco de um conflito em que os europeus estariam em desvantagem. Macron diz que o plano não concorre com a Otan, mas oferece uma alternativa aos países do continente.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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