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Internacional

Juiz ordena libertação de brasileira detida após aborto espontâneo nos EUA

Iara do Carmo Santana foi detida após uma ocorrência envolvendo o noivo e aguarda decisão sobre seu status imigratório.

Juiz ordena libertação de brasileira detida após aborto espontâneo nos EUA
Foto: Arquivo pessoal

MALDEN, EUA — O juiz Leo T. Sorokin determinou, em 8 de setembro, que Iara do Carmo Santana não fosse deportada nem transferida para outro estado e ordenou sua libertação. A brasileira agora responde em liberdade pela suposta agressão ao noivo, Gabriel Lemos, acusação negada pelo casal.

Iara, de 29 anos, foi detida pelo serviço de imigração dos Estados Unidos depois de sofrer um aborto espontâneo e passar por uma crise de saúde mental relacionada à perda. O episódio ocorreu no dia 3 de setembro, quando Gabriel, 31, chamou o serviço de emergência para pedir ajuda. Segundo os dois, a intenção era que ela recebesse atendimento, não que fosse presa.

A brasileira permaneceu seis horas sob custódia e depois foi entregue pela polícia de Malden ao Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, conhecido como ICE. Em seguida, foi levada ao centro de detenção de imigrantes em Burlington. Iara afirma que ficou três noites dormindo no chão e que não recebeu os cuidados médicos necessários.

Tratamento médico durante a detenção

Iara descobriu, em agosto, que havia perdido a gestação de seis semanas e três dias, depois de os batimentos cardíacos do feto pararem. Ela passou por um procedimento para a evacuação do útero e deveria continuar usando medicamentos. Segundo seu relato, os remédios foram interrompidos após a detenção, e ela desenvolveu uma infecção que dificultava seus movimentos.

“Eu precisava tomar o medicamento certinho, mas eles não me davam”, afirmou Iara. A libertação ocorreu após a concessão de um habeas corpus de emergência.

Iara entrou irregularmente nos Estados Unidos em 2021, pela fronteira com o México. Ela tem permissão de trabalho e uma audiência sobre o pedido de asilo marcada para 2029. Gabriel possui green card desde 2024, e o filho de Iara, de seis anos, vive com o casal.

O advogado Todd Pomerleau afirmou que Gabriel buscava ajuda para a noiva. Iara disse que não temia ser deportada antes da prisão e que pretende regularizar sua situação. Gabriel declarou que passou a se sentir inseguro mesmo com a residência permanente. O casal vive em Malden, Massachusetts.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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