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Internacional

Nepal decreta luto enquanto buscas por desaparecidos chegam ao 13º dia

Bandeiras foram colocadas a meio-mastro após avalanche na fronteira com a China, que deixou 1.398 mortos e mais de 5.500 desaparecidos.

Nepal decreta luto enquanto buscas por desaparecidos chegam ao 13º dia
Foto: Foto por PRAKASH MATHEMA/AFP

O governo do Nepal decretou um dia de luto pelas vítimas da avalanche que atingiu a fronteira com a China. As bandeiras foram colocadas a meio-mastro em prédios públicos, em homenagem às pessoas que morreram na inundação provocada pela catástrofe.

Balanços provisórios divulgados nesta segunda-feira indicam 1.398 mortos e mais de 5.500 desaparecidos. Entre eles estão turistas e peregrinos estrangeiros, além de centenas de trabalhadores que atuavam em barragens destruídas pela avalanche.

No 13º dia de operações, as equipes de emergência continuam procurando sobreviventes em túneis, no solo e pelo ar. O Exército informou que os trabalhos mantêm a mesma intensidade do início. O porta-voz militar Raja Ram Basnet disse que os esforços estão concentrados em três frentes: terra, ar e túneis.

Durante o fim de semana, uma idosa foi retirada com vida dos escombros de sua casa. As equipes, porém, enfrentam dificuldades em diferentes pontos da área atingida, de acordo com Arnold Dix, especialista australiano que participa das operações. Ele afirmou que não há uma única operação, mas várias ações simultâneas, cada uma com riscos próprios.

Famílias cobram resultados

Parentes dos desaparecidos demonstraram frustração em Katmandu, capital do Nepal. Dezenas de familiares de trabalhadores se reuniram em uma praça nesta segunda-feira e exibiram uma faixa com a pergunta: “Quanto tempo vamos ficar esperando em casa e chorando?”.

Reena Amatya Shrestha, cujo irmão, o geólogo Sumesh Amatya, trabalhava nas obras da represa Trishuli-3, disse que a família quer resultados nas buscas. Ela afirmou, porém, que ainda mantém esperança.

A avalanche foi provocada pelo colapso parcial de uma geleira e de parte de uma montanha. O deslocamento destruiu estradas, pontes, residências e outras infraestruturas ao longo do caminho.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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