Uma avalanche no Himalaia deixou 1.287 mortos e 5.083 pessoas desaparecidas no Nepal. No Tibete, 31 pessoas morreram e 531 estão desaparecidas, conforme os balanços informados pelas autoridades chinesas e nepalesas.
Nove dias após o desastre, equipes de resgate encontraram com vida dois trabalhadores presos em um túnel da usina hidrelétrica Trishul 3A, no Nepal. O primeiro foi retirado durante uma operação do Exército nepalês. Pouco depois, um parlamentar informou que uma segunda pessoa também havia sido resgatada.
Os trabalhadores receberam atendimento médico no local e foram levados a um hospital em Katmandu. Imagens divulgadas pelo Exército mostraram um dos sobreviventes coberto de lama e carregado por um socorrista.
“Estamos apenas gratos a Deus”, disse Amir Maharjan, irmão de um dos trabalhadores resgatados. As autoridades avaliam que outras pessoas possam continuar vivas dentro do túnel. O ministro da Energia do Nepal, Biraj Bhakta Shrestha, afirmou esperar novos resgates no local nas próximas horas.
O desastre começou na quarta-feira (26), quando parte de uma geleira próxima ao pico Langtang Lirung, no Nepal, desabou. A queda arrastou gelo e rochas e provocou uma avalanche que atingiu o rio Lhende Khola.
O bloqueio do rio formou uma onda de lama, pedras, gelo e água. O fluxo percorreu mais de 20 quilômetros e atingiu áreas do Nepal e do Tibete, destruindo vilarejos, estradas, pontes e instalações de energia.
Entre os locais mais afetados está o posto de fronteira de Gyirong, no Tibete. Câmeras de segurança registraram a enxurrada arrastando construções e pessoas. O posto é uma ligação comercial entre a China e o Nepal.


