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Internacional

Plano de evacuação de Rick Rescorla salvou 2.687 pessoas em 11 de setembro

Militar havia treinado funcionários da Morgan Stanley para deixar a Torre Sul antes dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Plano de evacuação de Rick Rescorla salvou 2.687 pessoas em 11 de setembro
Foto: Exército dos EUA

Antes dos ataques de 11 de setembro de 2001, o coronel Richard Cyril Rescorla já treinava funcionários para deixar rapidamente a Torre Sul do World Trade Center. A preocupação com a segurança do complexo aumentou depois do atentado de 1993, quando um caminhão-bomba explodiu no subsolo de uma das torres e deixou mais de 1 mil pessoas feridas.

Rescorla trabalhava na área de segurança da Dean Witter, corretora que mantinha escritórios no World Trade Center. Mais tarde, a empresa se fundiu com a Morgan Stanley, que continuou ocupando parte do complexo. O militar alertava que o local poderia ser alvo de um novo ataque e chegou a considerar a hipótese de um avião atingir uma das torres.

Treinamentos antes do ataque

A empresa decidiu permanecer no World Trade Center. O contrato de aluguel da Torre Sul duraria até 2006, e uma mudança custaria muito dinheiro. Diante disso, Rescorla elaborou um procedimento para retirar o maior número possível de pessoas em caso de emergência.

Ao menos duas vezes por ano, ele conduzia simulações com os trabalhadores da Morgan Stanley. Um comando pelo sistema interno determinava a evacuação, e os funcionários deixavam as mesas aos poucos, em duplas, para evitar congestionamento nas escadas. A insistência no protocolo chegou a ser alvo de chacota, e alguns empregados resistiam aos treinamentos.

A possibilidade de um ataque aéreo fazia parte das preocupações do coronel. Em 1988, um avião da Pan Am explodiu no ar depois que terroristas detonaram uma bomba dentro da aeronave, que tinha Nova York como destino. Cinco anos depois, o World Trade Center foi atingido pelo caminhão-bomba.

Evacuação da Torre Sul

Em 11 de setembro de 2001, a Morgan Stanley ocupava 22 andares da Torre Sul. Quando a outra torre foi atingida, às 8h46, Rescorla ouviu a explosão em seu escritório e iniciou o plano de retirada, contrariando a orientação da administração do complexo para que os trabalhadores permanecessem em seus lugares.

“Tudo acima do ponto onde aquele avião atingiu vai desabar, e vai levar o prédio inteiro com ele. Vou tirar essa gente daqui”, disse o militar, conforme relato do colega Dan Hill.

Menos de 20 minutos depois, enquanto a evacuação ainda ocorria, um segundo avião atingiu a Torre Sul. Rescorla continuou subindo e descendo pelas escadas para garantir que os funcionários deixassem o prédio. O Exército dos Estados Unidos informa que 2.687 pessoas foram salvas por ele.

Ele foi visto pela última vez subindo as escadas para verificar se todos os trabalhadores da Morgan Stanley haviam saído. Rescorla e outros 12 funcionários não conseguiram deixar o local a tempo. Antes do desabamento, ele afirmou a um colega que só sairia quando tivesse “certeza de que todos os outros saíram”. Também ligou para a esposa.

Rescorla foi oficialmente declarado morto três semanas após os ataques. Seus restos mortais nunca foram encontrados, de acordo com o Exército dos Estados Unidos.

Carreira militar

Nascido no Reino Unido, Rescorla serviu no Exército britânico e depois continuou a carreira militar nos Estados Unidos. Na década de 1960, foi enviado à Guerra do Vietnã, onde liderou um batalhão norte-americano e recebeu o apelido de “Hard Core”, pela forma como conduzia as tropas.

Depois de deixar o Exército, ingressou na universidade para cursar Direito, mas abandonou os estudos na década de 1980 para trabalhar com segurança. Ele tinha 62 anos no dia dos ataques.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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