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Internacional

Relatório dos EUA acusa Brasil de não combater PCC e Comando Vermelho

Documento assinado por Trump pede medidas urgentes do governo brasileiro contra as duas facções e critica China, Canadá e México.

Relatório dos EUA acusa Brasil de não combater PCC e Comando Vermelho
Foto: Adriano Machado/Reuters; Evelyn Hockstein/Reuters

O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (16) um relatório assinado por Trump e encaminhado ao Congresso norte-americano que acusa o Brasil de não enfrentar adequadamente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O documento apresenta um panorama do tráfico de drogas no mundo e é enviado anualmente ao Legislativo dos EUA.

O relatório pede que o governo Lula adote, "com urgência, medidas enérgicas para enfrentar" as duas facções, incluídas recentemente pelos Estados Unidos na lista de organizações terroristas. O texto afirma que, enquanto governos de outros países do Hemisfério Ocidental tomam medidas para erradicar cartéis, o Brasil não estaria enfrentando o PCC e o CV.

Segundo o documento, os grupos brasileiros "transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína". Trump também afirma que as facções representam uma ameaça à segurança mundial e sustenta que o governo brasileiro precisa agir para impedir que elas se espalhem e cresçam.

Críticas a outros países

Além do Brasil, o relatório critica China, Canadá e México. Sobre o governo canadense, o documento pede medidas para encerrar laboratórios clandestinos de drogas. Em relação ao México, exige ações contra organizações narcoterroristas que controlam territórios no país.

A China também é mencionada. Trump afirma que conversou com o presidente Xi Jinping sobre o combate à entrada de fentanil ilegal nos Estados Unidos, mas diz que Pequim precisa reduzir o fluxo de substâncias utilizadas na produção da droga.

O relatório enviado ao Congresso dos EUA na terça-feira (15) também elogia países sul-americanos governados por aliados. Venezuela, Bolívia e Colômbia são citadas de forma positiva, embora o documento diga que ainda são necessárias novas medidas. Mudanças recentes de governo em alguns países, segundo o texto, "criaram oportunidades históricas para a cooperação dos Estados Unidos".

O documento ainda relaciona Costa Rica, República Dominicana e El Salvador como locais de trânsito ou produção de drogas que receberam críticas. O Brasil não aparece nessa relação. Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia são apontados como países que, no último ano, não cumpriram as obrigações previstas em acordos internacionais de combate ao narcotráfico.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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