São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Internacional

Relatório de Trump destaca aliados e cobra resposta brasileira contra facções

Documento enviado ao Congresso dos EUA elogia mudanças na América do Sul e critica Brasil, China, Canadá e México no combate às drogas.

Relatório de Trump destaca aliados e cobra resposta brasileira contra facções
Foto: Adriano Machado/Reuters; Evelyn Hockstein/Reuters

O relatório anual dos Estados Unidos sobre produção e tráfico de drogas elogiou mudanças recentes na Venezuela, na Bolívia e na Colômbia, mas criticou Brasil, China, Canadá e México. O documento foi assinado pelo presidente Donald Trump, divulgado pelo Departamento de Estado e enviado ao Congresso norte-americano.

A avaliação sobre o Brasil concentra-se no Primeiro Comando da Capital (PCC) e no Comando Vermelho (CV). No relatório enviado na terça-feira (15), Trump pede que o governo Lula adote, "com urgência, medidas enérgicas para enfrentar" as duas facções, incluídas recentemente pelos Estados Unidos na lista de organizações terroristas.

O documento afirma que governos do Hemisfério Ocidental estão tomando "medidas corajosas" para erradicar cartéis, enquanto o Brasil não estaria enfrentando o PCC e o CV. Também diz que as facções transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína e as classifica como uma ameaça à segurança mundial.

Críticas a outros países

A China, descrita no relatório como principal rival geopolítica dos Estados Unidos, também foi alvo de críticas. Trump afirma que conversou com o presidente Xi Jinping sobre o combate à entrada de fentanil ilegal nos Estados Unidos, mas diz que Pequim precisa reduzir o fluxo de substâncias usadas na produção da droga.

Sobre o Canadá, o documento pede medidas para acabar com laboratórios clandestinos de drogas. Em relação ao México, exige ações contra organizações narcoterroristas que dominam territórios no país.

O relatório também lista Costa Rica, República Dominicana e El Salvador como locais de trânsito ou produção de drogas. O Brasil não aparece nessa relação.

Mudanças destacadas na América do Sul

Segundo o documento, alterações recentes de governo em alguns países "criaram oportunidades históricas para a cooperação dos Estados Unidos". Venezuela, Bolívia e Colômbia aparecem entre os exemplos positivos, embora o relatório afirme que novas medidas ainda sejam necessárias.

Ao mesmo tempo, o texto registra que Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia falharam, no último ano, em cumprir obrigações previstas em acordos internacionais de combate ao narcotráfico.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.