O relatório anual dos Estados Unidos sobre produção e tráfico de drogas elogiou mudanças recentes na Venezuela, na Bolívia e na Colômbia, mas criticou Brasil, China, Canadá e México. O documento foi assinado pelo presidente Donald Trump, divulgado pelo Departamento de Estado e enviado ao Congresso norte-americano.
A avaliação sobre o Brasil concentra-se no Primeiro Comando da Capital (PCC) e no Comando Vermelho (CV). No relatório enviado na terça-feira (15), Trump pede que o governo Lula adote, "com urgência, medidas enérgicas para enfrentar" as duas facções, incluídas recentemente pelos Estados Unidos na lista de organizações terroristas.
O documento afirma que governos do Hemisfério Ocidental estão tomando "medidas corajosas" para erradicar cartéis, enquanto o Brasil não estaria enfrentando o PCC e o CV. Também diz que as facções transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína e as classifica como uma ameaça à segurança mundial.
Críticas a outros países
A China, descrita no relatório como principal rival geopolítica dos Estados Unidos, também foi alvo de críticas. Trump afirma que conversou com o presidente Xi Jinping sobre o combate à entrada de fentanil ilegal nos Estados Unidos, mas diz que Pequim precisa reduzir o fluxo de substâncias usadas na produção da droga.
Sobre o Canadá, o documento pede medidas para acabar com laboratórios clandestinos de drogas. Em relação ao México, exige ações contra organizações narcoterroristas que dominam territórios no país.
O relatório também lista Costa Rica, República Dominicana e El Salvador como locais de trânsito ou produção de drogas. O Brasil não aparece nessa relação.
Mudanças destacadas na América do Sul
Segundo o documento, alterações recentes de governo em alguns países "criaram oportunidades históricas para a cooperação dos Estados Unidos". Venezuela, Bolívia e Colômbia aparecem entre os exemplos positivos, embora o relatório afirme que novas medidas ainda sejam necessárias.
Ao mesmo tempo, o texto registra que Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia falharam, no último ano, em cumprir obrigações previstas em acordos internacionais de combate ao narcotráfico.

