A segurança deve ocupar o centro da relação entre Estados Unidos e Colômbia, segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Durante visita ao país, ele afirmou que as duas nações enfrentam ameaças semelhantes, incluindo redes criminosas com atuação nos dois territórios.
Rubio desembarcou na Colômbia nesta terça-feira (8), na primeira etapa de uma viagem que também inclui Peru e Equador. Os três países são governados atualmente por administrações alinhadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O secretário disse que a cooperação na área de segurança pode abrir espaço para ampliar as relações econômicas e gerar oportunidades de prosperidade para os dois povos. O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, afirmou que vai trabalhar com os Estados Unidos no combate à imigração ilegal e pela estabilização da América Latina.
Relação após o governo Petro
Rubio declarou que pretende reconstruir os vínculos entre os dois países depois de um período de “distanciamento” durante a gestão do ex-presidente colombiano Gustavo Petro. Ele também afirmou que o atual governo recebeu “uma série de desastres” e precisa enfrentar problemas que atribuiu aos últimos quatro anos da administração anterior.
A aproximação faz parte da tentativa do governo Trump de reforçar alianças com governos latino-americanos alinhados à Casa Branca e ampliar a influência americana na região. O Departamento de Estado informou que Rubio busca fortalecer alianças consideradas importantes para os Estados Unidos. O Brasil não integra o roteiro da viagem.
A agenda ocorre enquanto o governo americano procura recuperar a chamada Doutrina Monroe, estratégia usada por administrações dos Estados Unidos ao longo de cerca de dois séculos para ampliar sua influência no continente.
Em vídeo divulgado no início de agosto, o Departamento de Estado afirmou que o domínio americano sobre as Américas “nunca mais será questionado”. O material citou como exemplo a operação que capturou o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro deste ano, e afirmou que o episódio enviou um “forte sinal a todo o hemisfério”.


