São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Política

AGU pede ao STF suspensão do afastamento do diretor-geral da PF

Órgão afirma que decisão de André Mendonça interfere na competência do presidente da República para nomear e exonerar o diretor da PF.

AGU pede ao STF suspensão do afastamento do diretor-geral da PF
Foto: TV Globo

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta terça-feira (8) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a suspensão do afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida foi determinada individualmente pelo ministro André Mendonça.

Assinada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, a petição sustenta que a decisão provoca grave lesão à ordem pública e administrativa. A AGU afirma que o afastamento cautelar viola a competência constitucional privativa do presidente da República para nomear e exonerar ocupantes de cargos de direção da Polícia Federal.

O órgão também argumenta que a escolha, a nomeação e a livre exoneração do diretor-geral da PF são atribuições exclusivas do chefe do Poder Executivo federal. Para a AGU, a única exigência legal para o preenchimento do cargo é que o escolhido seja integrante de classe especial da carreira de delegado de Polícia Federal.

No pedido, o órgão solicita uma liminar para interromper imediatamente o afastamento dos dirigentes e que a medida seja confirmada posteriormente no julgamento do mérito, até a manifestação definitiva do órgão competente. Em nota, a AGU afirma que “a descontinuidade abrupta na gestão do órgão compromete o funcionamento das atividades de polícia judiciária e gera risco de desorganização institucional”.

Decisão e investigação

Além de Andrei Rodrigues, a decisão de Mendonça afastou o diretor de inteligência da PF, Leandro Almada da Costa. O ministro atribuiu aos dois a participação em monitoramento ilegal do próprio relator e de Jorge Messias, por meio de relatórios de inteligência apócrifos.

Mendonça determinou a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da PF para apurar a produção dos relatórios. Também suspendeu qualquer elaboração ou compartilhamento de documentos de inteligência destinados a analisar a atuação funcional de magistrados, da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária.

O julgamento eletrônico do caso foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Até a retomada das deliberações e uma decisão definitiva do colegiado, a determinação individual de Mendonça permanece em vigor, mantendo Rodrigues afastado.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.