Donald Trump entregou US$ 45 mil a cada uma de três assessoras da Casa Branca como presente em dinheiro pelas festas de fim de ano do ano passado. Os pagamentos aparecem em formulários de declaração financeira do governo.
Receberam o valor Natalie Harp, assistente executiva do presidente; Margo Martin, assessora de comunicação; e Chamberlain Harris, diretora-adjunta de operações do Salão Oval. As três trabalham na Ala Oeste e estão entre as funcionárias mais próximas de Trump.
Regras sobre pagamentos
Os registros levantam dúvidas sobre a compatibilidade dos presentes com a política federal que impede indicados políticos de receber bônus. Em geral, funcionários do governo também não podem receber salários de fontes externas.
Orientações emitidas pelo governo Trump no ano passado determinaram que bônus fossem concedidos apenas a funcionários de melhor desempenho. O memorando do Escritório de Gestão de Pessoal, porém, manteve a proibição para ocupantes de cargos de indicação política: “O congelamento de prêmios discricionários, bônus e pagamentos semelhantes a funcionários federais que ocupam cargos de indicação política continua em vigor”.
A Casa Branca afirmou, em uma nota publicada nas redes sociais, que Trump tem uma “prática de longa data de dar presentes de Natal a pessoas de seu círculo”. O documento sustentou que os pagamentos não têm relação com as funções oficiais dos beneficiários e são permitidos pelas normas legais e éticas.
Outros pagamentos e funções
Walt Nauta, assessor de longa data de Trump, recebeu US$ 20 mil. Ele havia sido acusado junto com o presidente em um processo federal de 2023 relacionado ao manuseio indevido de documentos sigilosos em Mar-a-Lago. Os promotores arquivaram o caso contra Nauta depois que Trump reassumiu a Presidência.
As mulheres tinham salários anuais de US$ 150 mil, enquanto Nauta recebia US$ 175 mil. Harp é conhecida por controlar o acesso ao presidente e ganhou o apelido de “impressora humana” por acompanhá-lo com uma impressora portátil.
Martin costuma registrar vídeos de Trump em momentos próximos ou de bastidores. Harris, que foi recepcionista do presidente, foi nomeada por ele para a Comissão de Belas-Artes. No início deste ano, ela defendeu a criação de uma moeda de ouro com o rosto de Trump.

