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Justiça

Mercado jurídico exige competências que vão além do diploma

Com cerca de 995 mil profissionais em atuação, o Direito exige preparo prático, domínio tecnológico e formação contínua.

Mercado jurídico exige competências que vão além do diploma

O mercado jurídico brasileiro reúne cerca de 995 mil profissionais em atuação, e aproximadamente 60% trabalham de forma não assalariada, segundo pesquisa do IPEA. Esse cenário faz com que a preparação profissional não dependa apenas da graduação: muitos precisam aprender a prospectar clientes, definir preços, administrar prazos e organizar a própria atuação.

A concorrência também aumenta a importância de competências que nem sempre são desenvolvidas nas disciplinas tradicionais. Entre elas estão a argumentação oral, a redação técnica adaptada a pessoas sem formação jurídica, a negociação, a mediação, a análise de jurisprudência aplicada e o uso de ferramentas de legaltech e automação de documentos.

O espaço das atividades complementares

As Diretrizes Curriculares Nacionais preveem atividades complementares, geralmente entre 100 e 300 horas. Congressos, estágios não obrigatórios, publicações acadêmicas, cursos livres e projetos de extensão podem ser usados para desenvolver habilidades práticas ao longo da graduação.

A seccional paranaense da Ordem identificou 12 habilidades valorizadas no mercado jurídico. Além do conhecimento técnico, o levantamento inclui domínio de ferramentas de inteligência artificial, comunicação assertiva sem juridiquês, inteligência emocional para lidar com conflitos e capacidade de adaptação a mudanças legislativas.

Essas competências demandam exercício, orientação e retorno sobre o desempenho. Por isso, grupos de estudo, monitorias, cursos livres e projetos práticos podem complementar o conteúdo visto em sala de aula. A formação individualizada também permite trabalhar dificuldades específicas, como redação de peças, Direito Tributário ou preparação para a segunda fase da OAB.

Como organizar o desenvolvimento profissional

O primeiro passo é identificar lacunas a partir da experiência em estágios e simulações. Depois, o estudante pode escolher um eixo de preparação — advocacia autônoma, concursos, carreira corporativa em contencioso ou atuação consultiva — e combinar formatos diferentes, como cursos de legaltech, grupos de estudo, orientação individual e leitura de jurisprudência.

O acompanhamento particular pode ser organizado em duas ou três sessões para localizar dificuldades e definir um plano. A orientação também atende profissionais formados que desejam migrar de área, como um advogado cível interessado em Direito Digital.

Certificados e registros de congressos, cursos e publicações podem contribuir para as horas complementares e para o currículo, conforme as regras de cada instituição. A recomendação é revisar o plano a cada três meses, acompanhando mudanças na legislação e nos objetivos profissionais.

A graduação permanece necessária, mas o preparo para o trabalho jurídico inclui repertório prático, competências comportamentais e domínio de ferramentas que nem sempre fazem parte da grade. O desenvolvimento contínuo passa a ser parte da própria formação profissional.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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