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Justiça

AGU pede a Fachin suspensão do afastamento de Andrei Rodrigues da PF

Advocacia-Geral da União afirma que decisão de André Mendonça invade competência do presidente e ameaça a organização da Polícia Federal.

AGU pede a Fachin suspensão do afastamento de Andrei Rodrigues da PF
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

A Advocacia-Geral da União pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a suspensão da decisão liminar do ministro André Mendonça que afastou preventivamente Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Na noite desta terça-feira (8), Fachin deu 72 horas para Mendonça se manifestar sobre o pedido.

A AGU argumenta que o afastamento viola a prerrogativa constitucional privativa do presidente da República para nomear e exonerar o chefe da Polícia Federal. Para o órgão, a medida também compromete o funcionamento das atividades da PF e cria risco de desorganização institucional.

A decisão foi comunicada a Andrei Rodrigues no início da tarde. Com o afastamento, William Murad, diretor-executivo e número dois da corporação, assumiu interinamente o comando. Leandro Almada, diretor de Inteligência da PF, também foi notificado e substituído.

Reações na Polícia Federal

No começo da noite, 11 diretores da Polícia Federal divulgaram uma nota de apoio a Andrei Rodrigues e Leandro Almada. Eles afirmaram que Andrei tem trajetória profissional dedicada à defesa da instituição, com atuação técnica, isenta e responsável. Também repudiaram qualquer tentativa de atribuir aos dois ou à PF uma atuação não republicana e colocaram os cargos à disposição do diretor-geral substituto. Os signatários permanecem em suas funções.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal declarou que o afastamento do diretor-geral só poderia ter sido determinado pelo plenário do STF. A entidade afirmou que a análise pelo colegiado seria uma forma de preservar a autoridade do tribunal, garantir o devido processo legal e evitar atos sujeitos a nulidade, com possíveis efeitos sobre as investigações e a própria instituição.

Quando a decisão de Mendonça foi divulgada, Andrei estava na Academia Nacional da Polícia Federal para participar da abertura do curso de formação de novos agentes. A cerimônia, marcada para as 9h, atrasou cerca de uma hora. Ele deixou o local antes do início do evento e foi para a sede da PF.

Murad representou a direção da corporação na cerimônia e declarou: “reafirmo, nossa total confiança na direção-geral, no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues”.

No fim da manhã, Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião no Palácio da Alvorada. Participaram Wellington Lima e Silva, ministro da Justiça, e Jorge Messias, advogado-geral da União.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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