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Justiça

Homem é condenado a 16 anos e 8 meses por tentativa de feminicídio em Castelo

Átila Vicente Martins Braga tentou atirar duas vezes contra a ex-companheira e descumpriu medida protetiva, informou o MPES.

Homem é condenado a 16 anos e 8 meses por tentativa de feminicídio em Castelo
Foto: Reprodução/TV Gazeta

Átila Vicente Martins Braga foi condenado a 16 anos e 8 meses de prisão por tentar matar a ex-companheira em frente a uma creche de Castelo, no Sul do Espírito Santo. Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), ele cumprirá a pena inicialmente em regime fechado. A decisão foi determinada na quinta-feira (3).

O crime ocorreu em fevereiro deste ano, quando a mulher buscava o filho na unidade de ensino. Conforme o relato da vítima, Átila se aproximou para conversar, mas ela recusou. O homem então a agrediu fisicamente, sacou um revólver e apontou a arma para a cabeça dela. Ele tentou disparar duas vezes, mas o armamento falhou. A vítima conseguiu fugir e pedir ajuda.

Medida protetiva estava em vigor

A denúncia do MPES apontou que havia uma medida protetiva de urgência ativa quando ocorreu a tentativa de feminicídio. Depois de apontar a arma contra a ex-companheira, Átila direcionou o revólver para si e tentou cometer suicídio, mas o disparo também não ocorreu. Em seguida, descartou a arma e fugiu.

A Polícia Militar localizou o homem na mesma noite, em 25 de fevereiro, em uma estrada de terra de uma área isolada do município. Ele havia indicado que pretendia se entregar. Durante a abordagem, disse aos policiais que tinha bebido uma garrafa de cerveja antes de ir ao encontro da ex-companheira.

Átila também confessou ter vendido uma motocicleta Honda Biz para comprar o revólver por R$ 4 mil. A arma não foi encontrada. Na ocasião, ele foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio e descumprimento de medida protetiva de urgência, conforme a Lei Maria da Penha.

Durante o depoimento no Tribunal do Júri, o réu negou a intenção de matar. Ele afirmou que pretendia cometer suicídio na frente da mulher para fazê-la se sentir culpada. Os jurados rejeitaram essa versão e votaram pela condenação.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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