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Justiça

OAB cobra do STF respostas rápidas sobre mensagens entre Moraes e Vorcaro

Beto Simonetti afirmou que transparência e esclarecimentos são necessários para preservar a confiança nas instituições e a democracia.

OAB cobra do STF respostas rápidas sobre mensagens entre Moraes e Vorcaro
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, pediu nesta segunda-feira (7) que o Supremo Tribunal Federal (STF) responda rapidamente à crise provocada pela divulgação de mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, deve receber as explicações dos envolvidos nesta semana e definir os próximos passos.

Em vídeo publicado pela OAB, Simonetti afirmou que a resposta da Corte deve ser rápida e clara, sem enfraquecer a instituição. Para ele, a confiança nas instituições é necessária à estabilidade social e democrática. “Quando essa confiança é abalada, é dever de todos trabalhar para restabelecê-la”, disse.

Cronologia do caso

Na terça-feira (1º), o ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal com 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes entre outubro e novembro de 2025. Mendonça é relator das investigações sobre o Banco Master, que já era alvo de apurações naquele período. Conforme a PF, os dois combinaram encontros e conversaram sobre as investigações relacionadas ao banco.

Na quinta-feira (3), Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O pedido foi apresentado no inquérito das fake news, relatado por Moraes há sete anos e destinado a apurar ameaças e ataques ao STF.

Na sexta-feira (4), Fachin retirou o pedido de investigação contra Mendonça desse inquérito e determinou que o caso fosse tratado em um procedimento conduzido pela Presidência do Supremo. O presidente da Corte afirmou que a resposta será firme, proporcional e rigorosa.

No domingo (6), Mendonça liberou para julgamento pelo plenário o pedido de abertura de investigação contra Moraes.

O prazo fixado por Fachin para que Moraes, Mendonça, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal apresentem informações termina na próxima sexta-feira (11). Cabe ao presidente do STF decidir quando e de que forma o plenário será chamado a se manifestar, além de definir se a sessão será aberta ou fechada.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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