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Justiça

Sessão do STF expõe divergências entre ministros durante análise sobre Moraes

Oito ministros participaram da sessão que discutiu a relação de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro e a possível investigação do magistrado.

Sessão do STF expõe divergências entre ministros durante análise sobre Moraes
Foto: Alejandro Zambrana/Divulgação STF

Oito dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal participaram, nesta terça-feira, da análise de um relatório sobre a relação de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A sessão também tratou da possibilidade de investigação do ministro.

Durante o encontro, houve divergências sobre a Polícia Federal. Gilmar Mendes afirmou que existe um órgão paralelo dentro da instituição e criticou o afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da corporação. O decano declarou que, antes de afastar o chefe de um poder armado, “o sujeito tem que se algemar antes de fazer esse tipo de coisa”. Em seguida, disse: “Quando ele tiver a tentação, tem que pedir a Deus que interceda e não faça!”.

A discussão levou a um confronto entre Mendes e André Mendonça. O primeiro chamou o colega de “boneco eleitoral” e “pixuleco”. Mendonça respondeu: “Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não está falando com qualquer um.”

Alexandre de Moraes também se desentendeu com Luiz Fux. Depois de Moraes questionar “quem tem medo da Polícia Federal?”, Fux o interrompeu. Moraes respondeu: “Não perguntei a Vossa Excelência!”. Fux retrucou que estava respondendo.

Atuação do presidente do tribunal

Durante os embates, Edson Fachin, presidente do STF, apareceu nas imagens da TV Justiça folheando um livro e coçando os olhos. Ele também respondeu a pedidos de intervenção com um movimento de cabeça. Cármen Lúcia afirmou: “Eu estou triste. Eu queria ter sido melhor em poder ter ajudado a acalmar as coisas, mas eu não consegui”.

A sessão ocorreu em meio a uma crise cuja origem é relacionada, no debate apresentado, à ampliação da presença pública do Supremo. O julgamento da AP 470, conhecido como julgamento do mensalão, foi televisionado e contribuiu para tornar os ministros mais conhecidos.

O texto também menciona a participação de Cármen Lúcia na Bienal do Livro de São Paulo, na semana passada, para lançar um livro infantil. Em 2018, durante um seminário com a presença da cantora Alcione, a ministra disse: “Não deixe o samba morrer!”

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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