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Alunas com deficiência encontram novas possibilidades em cursos de Ribeirão Preto

Relatos de Valdirene e Jaqueline mostram como atividades de crochê, artesanato e culinária passaram a fazer parte de suas rotinas.

Alunas com deficiência encontram novas possibilidades em cursos de Ribeirão Preto
Foto: Reprodução/EPTV

O Centro de Qualificação Social e Profissional de Ribeirão Preto recebe um grupo ainda pequeno de pessoas com deficiência, embora ofereça atividades adaptadas às necessidades dos alunos. Professores acompanham as tarefas e, em alguns casos, os colegas também ajudam durante as aulas.

Entre as opções estão culinária, crochê, maquiagem, manicure e sobrancelha. A coordenação informa que as inscrições são feitas exclusivamente pelo site oficial do Portal Ribeirão Digital, onde também está disponível a relação de cursos de cada período de inscrições.

Crochê como terapia e renda

Valdirene Faria Queiroz, dona de casa com deficiência visual, chegou ao curso de crochê sem nunca ter usado uma agulha. A possibilidade surgiu após uma amiga, que já conhecia o projeto, comentar sobre as aulas.

Quatro meses depois, Valdirene produz tapetes de diferentes formatos e já vendeu algumas peças. O curso, que no início era visto por ela como terapia e uma forma de ocupar o tempo, também passou a ser considerado uma possibilidade de renda.

“Foi satisfatório saber que é possível”, afirma Valdirene. Segundo ela, a atividade ajudou no aspecto emocional e se tornou uma opção para os momentos de lazer.

Atividades na cozinha

Jaqueline Ferreira de Oliveira, dona de casa e mãe de uma menina de 3 anos, nasceu com paralisia cerebral diparética espástica, condição que provoca rigidez principalmente nas pernas. Ela sente cansaço e precisa andar com auxílio, mas decidiu participar das aulas porque não queria permanecer parada.

Jaqueline começou no artesanato e depois passou para a culinária. Durante o curso, aprendeu a utilizar utensílios e ingredientes diferentes. Em casa, passou a preparar receitas com o que encontrava na geladeira e fez pão, aprovado pela filha.

A aluna diz que ficou preocupada no início com as dificuldades de movimentação na cozinha, mas se orgulha de ter continuado. “Minha vida é cheia de desafios e eu estou orgulhosa de mim, porque eu não parei”, declarou.

Procura ainda é baixa

Amarelo Júnior, gestor do centro, afirma que a procura de pessoas com deficiência pelos cursos ainda é baixa. A instituição, segundo ele, está aberta a receber esse público, mas ainda não identificou o motivo da pouca demanda.

O professor ressalta que a adaptação depende de cada atividade e de cada tipo de deficiência. Cursos como corte de cabelo, por exemplo, não podem ser ajustados para todos os casos. Já culinária e crochê tiveram alunos com deficiência que desenvolveram trabalhos manuais.

Para Valdirene, quem tem receio de tentar deve considerar que as limitações podem ser criadas pela própria pessoa. Ela afirma que força de vontade e disposição ajudam a aceitar o desafio.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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