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Dados são o principal limite para robôs humanoides chegarem às casas

Spirit AI estima avanço nos modelos em meados de 2027, mas prevê que uso residencial ainda levará pelo menos oito anos.

Dados são o principal limite para robôs humanoides chegarem às casas
Foto: Tingshu Wang/Reuters

A Spirit AI emprega cerca de 1.000 prestadores de serviços para registrar movimentos humanos em residências e linhas de produção, numa tentativa de ampliar os dados usados no treinamento de robôs humanoides. A startup chinesa afirma que essa base é o principal obstáculo para levar as máquinas às casas.

Os trabalhadores usam equipamentos vestíveis de coleta de dados. Em um centro de treinamento da empresa em Pequim, dezenas de jovens repetem ações como abrir geladeiras, destravar cofres e cortar legumes com facas. Em outras instalações na China, um mesmo movimento pode ser repetido mais de 50 vezes para atingir a precisão necessária.

A Spirit AI, porém, concluiu que movimentos mais variados podem acelerar a evolução dos modelos. O cofundador e cientista-chefe Gao Yang disse que o uso de “dados sujos”, com uma gama mais ampla de ações, trouxe melhora mais rápida aos sistemas.

Avanço previsto para os modelos

Gao estima que um salto comparável ao modelo GPT-3.0 da OpenAI, que impulsionou o ChatGPT, possa ocorrer em meados de 2027. A empresa calcula, contudo, que a implantação residencial dos robôs ainda deve demorar pelo menos oito anos.

A avaliação ocorre enquanto as empresas chinesas do setor deslocam parte do foco do hardware para o software que define a inteligência e a produtividade das máquinas em situações reais. Para Gao, “O cérebro é, de fato, o elo mais fraco em toda a cadeia da robótica”.

Os robôs da Spirit AI alcançaram taxa de sucesso de 90% em tarefas simples realizadas em ambientes estruturados de sala de estar. A companhia prevê aplicações industriais nos próximos um a dois anos e equipamentos em serviços comerciais, executando tarefas mais simples, daqui a dois anos. O uso em residências é considerado mais difícil.

Robôs em linhas de produção

A startup mantém dezenas de robôs humanoides com rodas, do modelo Moz1, em linhas de produção da fabricante de baterias CATL e da varejista JD.com, que também investe na empresa. As máquinas chinesas já conseguem correr, dançar e dar saltos mortais para trás sob comando.

Fundada em 2024, a Spirit AI tem 300 funcionários, captou mais de US$ 670 milhões (R$ 3,44 bilhões) e é avaliada em 20 bilhões de iuanes (R$ 14,9 bilhões). Gao não comentou planos para uma IPO.

A empresa ainda enfrenta dificuldades em ações de motricidade fina, como destampar garrafas, e em tarefas inéditas. A Spirit AI prioriza dados do mundo real, enquanto concorrentes usam simulações. Segundo Gao, simuladores funcionam melhor com corpos rígidos, mas têm problemas com objetos flexíveis, como cabos elétricos deformáveis.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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