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Milton Leite se entrega em Mogi das Cruzes e nega acusações

Ex-vereador de São Paulo ficará preso na cadeia pública de Mogi das Cruzes após passar por exame de corpo de delito.

Milton Leite se entrega em Mogi das Cruzes e nega acusações
Foto: Felipe Iruatã/Folhapress

O ex-vereador de São Paulo Milton Leite se entregou na tarde desta sexta-feira (18) à polícia em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Após passar pelo exame de corpo de delito, ele afirmou que não cometeu crime e negou as acusações. Leite ficará preso na cadeia pública da cidade.

Por volta das 16h, o político do União Brasil chegou à sede da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), onde o inquérito tramitou, acompanhado do advogado Aloísio Lacerda Medeiros. Ao deixar o local, por volta das 19h, disse ser "inocente de todas as acusações" e afirmou que terá oportunidade de provar sua versão.

Contra Leite havia um mandado de prisão temporária, por 30 dias. Medeiros informou que, por enquanto, não pretende recorrer da medida. O advogado também disse ter solicitado à Justiça acesso integral ao processo e declarou que a defesa seguirá o rito normal.

Medeiros afirmou desconhecer o endereço onde a polícia realizou buscas nesta sexta-feira, em Sorocaba, no interior, e apreendeu R$ 740 mil. Questionado sobre a possibilidade de Leite estar fora do país, respondeu apenas que ele estava fora de São Paulo.

O ex-vereador era considerado foragido desde quinta-feira (17), quando agentes não o encontraram em seu endereço residencial. Ele havia prometido se apresentar em 24 horas e negado as suspeitas.

A investigação apura a suspeita de que empresas de ônibus responsáveis pelo transporte coletivo em municípios paulistas tenham passado a ser administradas por integrantes do PCC após obterem licitações. Os investigadores afirmam que Leite seria o verdadeiro dono da Transwolff, empresa que administrou durante anos linhas de ônibus da capital paulista e teve o contrato rompido por suspeitas de envolvimento com a facção.

Leite negou conhecer integrantes do PCC e disse que sua relação com o setor de transportes foi institucional, a pedido do então prefeito Bruno Covas. O pedido de prisão, segundo a investigação, foi fundamentado em duas situações nas quais o nome do ex-vereador foi citado por terceiros.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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