São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
País

Pedido de vista adia decisão do STF sobre caso envolvendo Alexandre de Moraes

Sessão teve acusações entre ministros após Edson Fachin pedir serenidade e responsabilidade institucional na abertura do julgamento.

Pedido de vista adia decisão do STF sobre caso envolvendo Alexandre de Moraes
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

O Supremo Tribunal Federal adiou a decisão sobre o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes após Flávio Dino pedir vista ao fim da sessão de terça-feira (15). O julgamento foi marcado por acusações entre ministros, em contraste com o pedido de equilíbrio feito na abertura pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

A sessão começou pouco depois das 10h30. Moraes e André Mendonça se sentaram lado a lado. Antes da leitura do relatório, Fachin afirmou que o Supremo deveria preservar sua independência, colegialidade, autoridade e fidelidade à Constituição. “Não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas”, disse o presidente.

Fachin reconheceu a possibilidade de divergências e mudanças de entendimento entre os ministros, mas afirmou que a Corte deveria manter o respeito institucional e os limites ligados à função. Também disse que a decisão do plenário, e não a posição individual de qualquer ministro, falará em nome do Supremo.

O caso analisado

Durante a leitura do relatório, Fachin reconstituiu os fatos relacionados às 52 mensagens enviadas pelo ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a Moraes entre outubro e novembro de 2025. O banco já era alvo de investigações naquele período. Segundo a Polícia Federal, as mensagens registravam pedidos de orientação, combinação de encontros e uma pergunta sobre se Vorcaro deveria deixar o Brasil às vésperas de ser preso.

Antes da sessão, Fachin havia solicitado explicações aos ministros envolvidos. Moraes enviou sua manifestação no fim da noite e negou a existência das mensagens. Também afirmou que a investigação era inconstitucional e irregular, acusou Mendonça de desvio de finalidade político-eleitoral e declarou que o relatório da Polícia Federal era nulo. Moraes negou ter favorecido Vorcaro.

Mendonça entregou sua manifestação pouco antes da meia-noite. Ele negou ter determinado a abertura de investigação contra Moraes e disse ter solicitado informações à Polícia Federal para identificar integrantes da rede de influência de Vorcaro. Segundo Mendonça, as providências foram necessárias após a localização de mensagens que citavam o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Ao concluir o relatório, Fachin propôs que o plenário analisasse a abertura de investigação contra Moraes e o pedido de nulidade apresentado pela Procuradoria-Geral da República. A análise foi interrompida pelo pedido de vista de Flávio Dino.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.