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Política

Amorim critica sanções e tarifas dos EUA em meio à articulação regional de Trump

Assessor de Lula disse que o Escudo das Américas trata o crime organizado como terrorismo e busca pressionar o Brasil.

Amorim critica sanções e tarifas dos EUA em meio à articulação regional de Trump
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que a articulação chamada Escudo das Américas pode abrir espaço para ações militares na região e criticou o uso de tarifas dos Estados Unidos contra produtos brasileiros como forma de pressão política.

A coalizão reúne Javier Milei, da Argentina, Abelardo de la Espriella, da Colômbia, e Nayib Bukele, de El Salvador. Também participaram da iniciativa Equador, Paraguai e Panamá. Segundo integrantes do Palácio do Planalto, esses países buscam manter uma boa relação com o Brasil, mas apoiaram a proposta americana por razões distintas, como alinhamento a Donald Trump, busca por recursos financeiros e tentativa de evitar ações militares dos Estados Unidos em seus territórios.

No mês passado, após um pedido do governo Trump, o grupo assinou um acordo para classificar formalmente facções criminosas como ameaças compartilhadas e submetê-las a sanções. O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão entre os 24 grupos apontados como alvos da proposta.

Amorim disse que a medida cria um cerco ao Brasil ao equiparar o crime organizado ao terrorismo internacional. Auxiliares diretos de Lula classificaram a iniciativa como muito grave e como uma possível porta de entrada para ações militares, citando o que ocorreu na Venezuela e na Colômbia. Neste ano, o governo Trump também classificou PCC e CV como organizações terroristas, decisão criticada por integrantes do governo brasileiro.

Tarifas sobre produtos brasileiros

Amorim afirmou ainda que os Estados Unidos usaram o tarifaço para intimidar Lula durante o processo eleitoral brasileiro. A Casa Branca anunciou duas medidas: uma tarifa de 25%, sob a alegação de que o Brasil adota práticas desleais em temas como PIX, etanol, propriedade intelectual e desmatamento; e outra de 12,5%, atribuída à falta de medidas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Negociadores brasileiros avaliaram que as tarifas tiveram motivação política. Eles afirmaram que os dados apresentados pelo Brasil foram desconsiderados e que os Estados Unidos usaram informações improcedentes sobre a relação comercial entre os dois países.

“O tarifaço foi uma medida de intimidação”, declarou Amorim. Ele também disse que Lula e Geraldo Alckmin enfrentam tarefas difíceis e não se acomodam às exigências americanas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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