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Política

Busca contra deputado mira suposta atuação paga junto a ministros de três tribunais

Pedido da Polícia Federal cita despachos de Cezinha de Madureira com ministros e afirma que magistrados não são investigados.

Busca contra deputado mira suposta atuação paga junto a ministros de três tribunais
Foto: Instagram

A defesa do deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) afirmou que ele está à disposição das autoridades e negou qualquer irregularidade na investigação que levou a Polícia Federal a realizar buscas contra o parlamentar. A operação também teve como alvo Valéria Linhares, mulher do deputado.

Em nota, os advogados disseram que Cezinha confia na Justiça e que sua conduta é ilibada. A defesa declarou ainda que ele prestará os esclarecimentos necessários e que os fatos serão esclarecidos com o contraditório, o acesso aos elementos da investigação e o devido processo legal.

A apuração trata de uma suposta estrutura de comercialização de influência junto a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O pedido da Polícia Federal indica que Cezinha teria despachado com integrantes dos tribunais em conjunto com Mariângela Fialek, conhecida como Tuca.

Servidora da Câmara dos Deputados, Tuca foi assessora de Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Casa. Cezinha é apontado como próximo do ministro André Mendonça e teria articulado a indicação dele ao STF, além de um encontro reservado entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Os autos mencionam conversas sobre processos sob relatoria de Mendonça e de outros ministros do Supremo, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes. A Polícia Federal ressalta que os três não são investigados e que não há suspeita de irregularidade atribuída a eles.

A corporação afirma que os magistrados aparecem no caso como possíveis destinatários da influência anunciada pelos investigados, e não como suspeitos. Também registra não haver notícia de pedido, aceitação ou recebimento de vantagem indevida por integrantes do Judiciário nem de decisão judicial contrária ao direito.

Segundo a apuração, o deputado receberia remuneração por meio de contratos de honorários e de cessão de crédito firmados por advogadas ligadas a ele, entre elas a própria esposa. Em agosto, foram apreendidos R$ 510 mil em espécie com Valéria no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

O ministro Flávio Dino autorizou a operação e levou para sua relatoria, no Supremo, a investigação que tramitava em São Paulo. A decisão foi tomada na véspera de uma sessão plenária sobre mensagens envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Os diálogos citados incluem uma pergunta feita por Vorcaro a Moraes, dois dias antes de sua prisão, em 2025, sobre a possibilidade de deixar o país. Também mencionam edições feitas pelo ministro em um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, além de encontros entre os dois desde 2024.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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