Moraes afirmou que André Mendonça teria atuado com “flagrante perda de imparcialidade” na condução de desdobramentos relacionados aos casos Banco Master e INSS. A manifestação consta de uma petição na qual o ministro menciona possíveis indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos.
A avaliação foi feita com base em informações de relatórios da Polícia Federal. O próprio documento, porém, registra que o material é de uso restrito, não tem poder de decisão, não pode ser utilizado como prova nem fundamentar representação ou ser citado como fonte em documento externo. Nesse contexto, o conteúdo é tratado como indício, e não como prova de processo judicial.
Moraes disse ainda que Mendonça teria assumido atribuições da direção das investigações, conduzido de forma irregular tratativas sobre eventual delação e direcionado, por “motivos pessoais e políticos”, a apuração de determinados alvos. Entre os nomes mencionados estão o próprio Moraes e Davi Alcolumbre, presidente do Senado.
Repercussão no Supremo
As informações que deram origem à crise foram encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As mensagens citavam Moraes, André Mendonça e Paulo Gonet.
Mendonça sugeriu que os elementos dos relatórios fossem analisados pelo plenário do Supremo Tribunal Federal. Depois da divulgação, determinou que a Procuradoria-Geral da República apresentasse um parecer. Gonet, citado nos relatórios divulgados por Mendonça, afirmou que a investigação é nula e não poderia ter sido realizada sem solicitação do Ministério Público ou da própria Polícia Federal.
Em vídeo divulgado nesta sexta-feira (4), Mendonça agradeceu a líderes religiosos pelas mensagens recebidas. O ministro disse que as orações têm sido importantes para ele e sua família: “suas preces a Deus têm sido fundamentais para me sustentar e sustentar a minha família”. Ao final, afirmou ser grato pela solidariedade e desejou bênçãos aos religiosos e ao país.


