O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou que o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), só poderá voltar a funcionar sob condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Entre elas está a comunicação de um endereço ao tribunal.
Na decisão, Kassio afirmou que o presidente Lula poderá ser eventualmente responsabilizado pela utilização irregular do canal, criado para promover sua candidatura. A página tem 4 milhões de seguidores.
Disputa sobre o conteúdo
O canal havia sido censurado no domingo por decisão de Kassio, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A justificativa foi a disseminação de notícias falsas. A ação mencionava publicações sobre Nossa Senhora, uma suposta ligação de Flávio com milícias e lavagem de dinheiro na Kopenhagen, além de cortes no INSS.
O jurídico de Flávio, porém, não anexou documentos sobre os conteúdos, como atas notariais ou registros digitais que comprovassem o material publicado no canal.
Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Cueva, reverteu a decisão até que o plenário analisasse o caso. Na segunda (12), a área técnica do TSE informou não ter localizado no canal os conteúdos citados no processo. O setor ressalvou, contudo, que as mensagens poderiam ter sido apagadas.


