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Política

Zema cobra investigação ampla sobre crise no STF e critica partidos adversários

Candidato do Novo também propôs reduzir ministérios e defendeu tributação progressiva da renda.

Zema cobra investigação ampla sobre crise no STF e critica partidos adversários
Foto: Reprodução/TV Globo

Romeu Zema afirmou que as relações entre políticos, autoridades e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, devem ser investigadas sem distinção partidária. O candidato à Presidência pelo Novo disse que eventuais irregularidades precisam resultar em responsabilização, inclusive no caso de parlamentares que apoiam sua candidatura ou pertencem a outros grupos políticos.

“Se o Nikolas fez algo errado, que pague. Se o Flávio fez algo errado, que pague também”, declarou Zema, ao citar o deputado federal Nikolas Ferreira e o senador Flávio Bolsonaro. A fala ocorreu durante uma entrevista, quando o candidato foi questionado sobre a presença de nomes de diferentes partidos nas relações com o banqueiro.

Zema também defendeu a prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao comentar um contrato de R$ 129 milhões mencionado em um relatório da Polícia Federal. O documento cita um acordo de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com Vorcaro. Para o candidato, o Supremo se tornou “motivo de vergonha nacional”.

A manifestação ocorreu em meio à crise no STF. O ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens e contatos entre Vorcaro e Moraes. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foram mencionados pelo banqueiro em mensagens encontradas no celular do dono do Banco Master.

Moraes encaminhou ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, um pedido de investigação contra Mendonça. Na petição, apontou indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos na condução dos casos Master e INSS. Fachin estabeleceu prazo de 5 dias para manifestações por escrito e afirmou que nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal.

Na disputa presidencial, Zema comparou o Novo ao PL, partido de Flávio Bolsonaro, e disse que sua legenda reúne pessoas ficha limpa. Também apresentou sua experiência como gestor e afirmou não ter compromissos que limitassem sua atuação política.

Entre as propostas mencionadas, está a redução do número de ministérios de 37 para 22. O candidato sugeriu unir as pastas da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Pesca.

Na área econômica, Zema defendeu uma tributação progressiva da renda. Ele afirmou que pessoas com rendimentos maiores devem pagar alíquotas superiores e citou como exemplo salários de R$ 100 mil e R$ 3 mil. Também propôs impostos mais inteligentes e um Estado reduzido.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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