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Política

Defesa de Arruda diz que prazo de inelegibilidade terminou em julho

Recurso ao TSE sustenta que nova regra da Ficha Limpa permite candidatura ao governo do Distrito Federal nas eleições deste ano.

Defesa de Arruda diz que prazo de inelegibilidade terminou em julho
Foto: Pedro França/Agência Senado

A defesa de José Roberto Arruda sustenta que o prazo de inelegibilidade do ex-governador terminou em julho deste ano e, por isso, ele deve ter o registro de candidatura ao governo do Distrito Federal validado. O argumento foi apresentado em recurso protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 17h30 desta sexta-feira (4).

Os advogados Francisco Emerenciano e Yully Carneiro de Aguiar afirmam que as sete condenações por improbidade administrativa relacionadas à operação Caixa de Pandora são conexas, por tratarem do mesmo fato. Segundo a defesa, a nova Lei da Ficha Limpa, em vigor desde 2025, estabelece limite máximo de 12 anos de inelegibilidade para condenações desse tipo, conexas ou não.

A contagem, na avaliação dos advogados, deveria começar na primeira condenação colegiada, em julho de 2014. Assim, a restrição teria terminado em julho deste ano, permitindo a disputa das eleições de outubro. A defesa também afirma que nenhuma das sete condenações transitou em julgado e que todas permanecem em fase recursal. Por esse motivo, pede a aplicação retroativa das mudanças na Lei da Ficha Limpa.

Decisão no Distrito Federal

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) rejeitou o registro na quinta-feira (3), por unanimidade. O relator, desembargador eleitoral Guilherme Pupe, considerou que as condenações não são todas conexas e que não seria possível reunir as inelegibilidades a partir de julho de 2014.

Para Pupe, a contagem poderia começar na segunda condenação, de 2018, ou na mais recente, de junho de 2026. Em qualquer dessas hipóteses, a candidatura estaria impedida nas eleições deste ano. A decisão analisou impugnações apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral e pelo ex-administrador regional Cláudio Ferreira Domingues.

Acompanharam o relator os desembargadores André Puppin, Asiel Henrique de Sousa, Leonor Aguena e João Egmont. Néviton Guedes declarou-se suspeito por ter julgado processos da operação Caixa de Pandora no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

O recurso ainda será distribuído a um relator no TSE, e não há prazo para o julgamento. Em nota na quinta-feira (3), Arruda disse receber a decisão com serenidade, mas afirmou discordar do resultado. “Tenho confiança na Justiça e sei que ela vai fazer valer o que diz a legislação”, declarou.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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