NOVA ZELÂNDIA — O tratamento com MDMA para transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) grave será restrito a pacientes com mais de 18 anos e deverá ser realizado junto com psicoterapia. A substância não poderá ser levada para casa pelos pacientes.
A autorização foi concedida pela Medsafe, agência reguladora de medicamentos da Nova Zelândia, a dois psiquiatras. Com a decisão, o país passa a ser o segundo do mundo a permitir o uso de MDMA farmacêutico no tratamento do transtorno. A Austrália adotou medida semelhante em 2023.
O vice-primeiro-ministro David Seymour apoiou a medida. “O TEPT destrói vidas e é difícil de tratar”, afirmou. Segundo ele, o MDMA pode ser eficaz quando empregado em terapia assistida por substâncias psicodélicas, e a Nova Zelândia pretende ampliar o acesso a tratamentos inovadores.
O TEPT é uma condição de saúde mental que pode surgir depois de experiências ou ameaças de eventos traumáticos, incluindo morte, combate militar e agressão sexual.
Nos Estados Unidos, ensaios clínicos sobre o tratamento ainda estão em andamento. Em 2024, a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) rejeitou a legalização do uso medicinal do MDMA. A agência alegou que não havia evidências suficientes sobre a segurança e a eficácia da substância.


