O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (3) que um eventual novo mandato do PT poderá discutir mudanças na Previdência Social, embora o tema não esteja em análise neste momento. A declaração foi dada em entrevista ao SBT News.
Durigan disse que uma discussão sobre o sistema exigiria a participação de empregadores e empregados. "Não é um tema que estamos discutindo agora", afirmou. O ministro acrescentou que não descarta avaliar medidas relacionadas à sustentabilidade e a aprimoramentos na Previdência.
A resposta ocorreu após uma pergunta sobre a possibilidade de reduzir despesas obrigatórias para conter o avanço da dívida pública. Durigan apontou esse tipo de medida como parte dos passos necessários para melhorar a situação fiscal do país.
O ministro também declarou que a equipe econômica trabalha para cumprir a meta de resultado fiscal. Para este ano, a previsão é de superávit primário de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,3 bilhões. A margem de tolerância estabelecida pelo arcabouço fiscal, porém, permite um resultado zero.
No Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, enviado ao Congresso em abril, a previsão de superávit é de 0,5% do PIB. Nesse caso, a margem de tolerância permite resultado de 0,25% do PIB.
Na entrevista, Durigan afirmou ainda que governos petistas são mais reformistas que administrações de outras siglas. Ele citou reformas realizadas nos governos de Dilma e Luiz Inácio Lula da Silva, além do mandato de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo.
A declaração ocorre durante a divulgação de uma proposta de reforma da Previdência elaborada por um grupo liderado pelo economista Paulo Tafner. Entre as sugestões estão idade mínima de 67 anos para homens e mulheres, tanto na área urbana quanto na rural, mudanças nas regras do auxílio por acidente de trabalho e alterações na contribuição de microempreendedores individuais.
Flávio Bolsonaro afirmou recentemente que não seria necessário alterar aposentadorias e salário mínimo para promover um ajuste fiscal.


