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Saúde

Panxeon combina microRNAs e marcador tumoral para avaliar câncer pancreático

Exame experimental identificou tumores iniciais, mas pesquisadores dizem que ainda são necessários estudos maiores para confirmar sua utilidade clínica.

Panxeon combina microRNAs e marcador tumoral para avaliar câncer pancreático

Um estudo internacional avaliou o Panxeon, um exame de sangue experimental criado por pesquisadores dos Estados Unidos para estimar a probabilidade de adenocarcinoma do pâncreas. A ferramenta combina uma assinatura de dez microRNAs presentes no sangue com o marcador tumoral CA 19-9 e foi testada em 1.785 pessoas.

Os resultados foram publicados na quarta-feira (16) na revista Nature Medicine. Na etapa de teste, a combinação dos marcadores identificou 86,8% dos tumores nos estágios 1 e 2. Esse percentual corresponde à sensibilidade do exame, ou seja, à proporção de pessoas que tinham câncer inicial e foram reconhecidas pelo teste. Não representa a parcela de todos os examinados que receberia um diagnóstico correto.

O modelo computacional desenvolvido pelos pesquisadores transforma os dados dos microRNAs e do CA 19-9 em uma pontuação de probabilidade. Os microRNAs são pequenas moléculas de RNA envolvidas na regulação da atividade dos genes. O trabalho também analisou uma versão baseada somente nessa assinatura molecular. Nesse caso, a sensibilidade para câncer pancreático inicial foi de 83,8%, e a área sob a curva ROC, medida de capacidade de discriminação, chegou a 88,6% na coorte de teste.

Resultados variaram conforme o grupo de comparação

A pesquisa teve desenho prospectivo, multicêntrico e observacional, com participantes de quatro países. Eles foram distribuídos em grupos destinados ao desenvolvimento, à validação e ao teste da assinatura molecular.

O desempenho do Panxeon mudou conforme o perfil das pessoas sem câncer usado na comparação. Entre os indivíduos classificados como de baixo risco, 3,2% receberam resultado falso positivo. No grupo de alto risco, a taxa foi de 15,6%. O falso positivo ocorre quando o exame indica a possibilidade de câncer em uma pessoa que não tem a doença.

Segundo os pesquisadores, o teste não teria necessariamente a função de substituir exames de imagem ou confirmar sozinho um diagnóstico. Uma possível aplicação seria ajudar a selecionar pessoas que precisam de investigação mais detalhada, especialmente aquelas que já apresentam fatores de risco para câncer pancreático.

O estudo também incluiu pessoas com cistos pancreáticos considerados de alto risco. Nessa população, o exame identificou 64,3% dos casos de displasia de alto grau, alteração que pode anteceder o desenvolvimento de um câncer invasivo.

Apesar dos resultados, o Panxeon ainda é experimental. Os autores afirmam que estudos prospectivos de maior escala são necessários para avaliar sua utilidade clínica. Em um grupo de apenas 19 pacientes, os níveis dos microRNAs diminuíram durante a quimioterapia antes da cirurgia e depois do procedimento, mas voltaram a subir antes de uma recidiva. Por causa do número reduzido de participantes, essa observação foi considerada exploratória.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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