NOVA DÉLI — A Autoridade de Segurança e Padrões Alimentares da Índia (FSSAI) informou nesta sexta-feira (18) que encontrou uma amostra de alimento infantil da Nestlé fora dos padrões e abriu medidas legais contra a empresa. O produto à base de leite, destinado a bebês, apresentou quantidade de biotina, também conhecida como vitamina B7, em desacordo com a legislação indiana.
A autoridade afirmou que uma nova análise confirmou a irregularidade. O regulador estabelece uma faixa padronizada para a presença da vitamina em alimentos infantis, mas não informou se ordenará o recolhimento do produto.
A Nestlé declarou que seus produtos estão “em total conformidade com todas as regulamentações aplicáveis” e que continuará trabalhando com a FSSAI. A empresa não comentou especificamente o resultado da amostra considerada irregular.
Outros produtos sob análise
A FSSAI também abriu processos contra NAN Excella Pro Stage 1 e Lactogen Pro 1. Segundo o órgão, os dois produtos apresentam alegações consideradas enganosas e em desacordo com as normas. “Três processos de julgamento separados foram abertos contra a Nestlé”, afirmou a autoridade.
A Nestlé Índia disse ter reapresentado às autoridades sua resposta sobre as informações dos rótulos. A empresa afirmou que elas são de natureza factual e respaldadas por literatura científica. Também declarou que os rótulos foram aprovados pelo comitê de especialistas da FSSAI.
As ações da Nestlé na Índia caíram quase 3% após o anúncio. Produtos de leite e nutrição, que incluem fórmulas infantis e alimentos para bebês, foram a principal categoria de receita da Nestlé Índia no ano encerrado em março de 2026. O segmento representou um terço das vendas da companhia no país, que somaram US$ 2,4 bilhões (R$ 12,4 bilhões).
A fiscalização integra uma ofensiva contra a indústria de alimentos da Índia, avaliada em US$ 100 bilhões (R$ 515,94 bilhões), com visitas surpresa a fábricas e testes de produtos.
A Nestlé já havia entrado em conflito com o regulador em 2015, quando as autoridades proibiram o macarrão instantâneo Maggi por supostos níveis excessivos de chumbo e problemas de rotulagem. O produto retornou às prateleiras após novos testes.


