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Saúde

Secura durante o sono pode causar fissuras na córnea, explicam oftalmologistas

Baixa umidade e evaporação da lágrima podem favorecer lesões em pessoas com alterações na superfície ocular.

Secura durante o sono pode causar fissuras na córnea, explicam oftalmologistas
Foto: Folhapress

A baixa umidade do ambiente e a evaporação da lágrima podem favorecer lesões superficiais na córnea durante o sono, especialmente em pessoas que já têm alterações na superfície ocular. O ar-condicionado pode contribuir para esse ressecamento tanto no modo quente quanto no frio.

A apresentadora Ana Maria Braga relatou no Mais Você, da TV Globo, que acordou com dor depois de dormir com o aparelho ligado no modo quente. Ela disse que esqueceu de desligá-lo e sofreu uma fissura na córnea após o ressecamento dos olhos.

Por que a córnea pode ser afetada

De acordo com Myrna Serapião, diretora-médica da rede Vision One, a temperatura quente, isoladamente, não provoca a fissura. O risco está associado à combinação entre umidade reduzida, fluxo de ar e maior evaporação do filme lacrimal, que protege a superfície ocular. Durante o sono, a produção de lágrimas também diminui.

A córnea é transparente, sensível e recobre a parte anterior do olho. O epitélio corneano, sua camada mais externa, funciona como uma barreira e depende de uma película lacrimal estável para se manter íntegro. Quando ocorre desidratação, podem aparecer pequenas erosões ou defeitos nessa camada, descritos como fissuras.

Essas alterações podem causar dor, ardência, secura, sensação de areia ou de corpo estranho, lacrimejamento, vermelhidão, fotofobia, dificuldade para manter os olhos abertos e visão embaçada. A córnea concentra muitos nervos, o que explica a intensidade da dor mesmo em lesões pequenas.

Quem pode ser mais vulnerável

Uma noite em ambiente seco pode desencadear sintomas em pessoas predispostas ou com comprometimento da superfície dos olhos. Serapião afirma: “O risco depende principalmente da condição prévia da superfície ocular.” Pessoas com olho seco, alterações nas pálpebras e outras doenças oculares estão entre as mais vulneráveis.

Leonardo Marculino, oftalmologista especialista em córnea pelo Hospital Cema, afirma que algumas pessoas dormem com as pálpebras entreabertas. Isso pode ocorrer depois de uma blefaroplastia, cirurgia que remove excesso de pele das pálpebras, procedimento já realizado por Ana Maria Braga.

Como reduzir o ressecamento

Os oftalmologistas recomendam manter a umidade adequada e evitar que o fluxo de ar fique voltado para o rosto. Um umidificador no mesmo cômodo pode ajudar; uma bacia com água, porém, não é considerada eficiente. Pessoas predispostas podem usar lubrificante ocular, colírio, gel ou pomada oftálmica antes de dormir.

Nos casos de fissuras superficiais, o tratamento busca proteger a córnea, recuperar o epitélio e corrigir a causa da desidratação. Situações graves ou recorrentes podem exigir lente de contato terapêutica e, eventualmente, procedimentos cirúrgicos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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